Teste Honda PCX 2016 – Motonline

Teste Honda PCX 2016 – Motonline

Racionalidade. Essa é a questão principal quando se aborda o tema do transporte individual nas grandes cidades. Está cada vez mais difícil para o habitante desses centros se cumprir as distâncias em tempo hábil quando é necessário deslocar-se ao trabalho ou para qualquer outra atividade corriqueira diária que requer deslocamento no espaço urbano. Se não aplicarmos a racionalidade a vida fica mais difícil.

As vias urbanas são o habitat natural do PCX e as rodas maiores de 14" ajudam muito

As vias urbanas são o habitat natural do PCX e as rodas maiores de 14″ ajudam muito

O Scooter já está consagrado como uma das melhores opções, se as questões de clima, economia e segurança forem bem administradas. O Honda PCX se tornou um dos mais procurados por oferecer mais nessas questões. Muito econômico, o Honda PCX tem também muito boa relação custo-benefício. Prático como a grande parte desses veículos, já que ele dispensa habilidades “especiais” como trocas de marchas, controle da embreagem e manuseio dos freios de forma independente.

Os detalhes da conveniência: banco em dois níveis, painel completo, tomada auxiliar e grande espaço sob o banco

Os detalhes da conveniência: banco em dois níveis, painel completo, tomada auxiliar e grande espaço sob o banco

Estes últimos são combinados e o piloto tem parte da energia aplicada no manete do freio traseiro vai para a roda dianteira também, proporcionando maior poder de frenagem e ainda mais segurança. O freio dianteiro permanece com o acionamento independente para maior controle, quando utilizado. O diferencial da forma ecologicamente correta do funcionamento do motor “Idling Stop”, que corta o motor numa parada do trânsito e que é um exemplo importante do esforço da empresa na questão ambiental, continua.

O novo PCX 2016 oferece alguns diferenciais vantajosos em relação ao modelo anterior, lançado em 2013.  O espaço sob o banco está maior, a carroceria foi redesenhada para mais proteção aerodinâmica e as luzes todas foram substituídas por LED, inclusive o farol. No nosso teste ele se apresentou como o melhor da categoria. O foco baixo amplo e bem distribuído e o foco do alto se sobrepõe a esse facho com uma luz forte e bem mais ao fundo, aumentando a visão para bem mais à frente do usual para esse tipo de veículo. A lanterna traseira também ilumina mais e aumenta a visibilidade noturna traseira do veículo junto com os sinalizadores de direção que completam os equipamentos de luz como um bom destaque.

Nova frente com grande e potente farol em LED na forma da asa da Honda; os pés ficam nas laterais do túnel central, que abriga o tanque de gasolina e deixa baixo o centro de gravidade

Nova frente com grande e potente farol em LED na forma da asa da Honda; os pés ficam nas laterais do túnel central, que abriga o tanque de gasolina e deixa baixo o centro de gravidade

O novo desenho lhe dá um aspecto de mais volume na dianteira e, com o para-brisa baixo, os grandes faróis chamam a atenção e o corpo bem esculpido forma um volume único com detalhes muito bem cuidados. Um detalhe interessante e útil está no banco que agora, ao abrir, não fica mais abaixando sozinho porque há uma trava para permanecer aberto e assim pode-se usar as duas mãos para o manuseio dos objetos, diferentemente do modelo anterior.

Frente e verso com novos, mais vistosos e potentes faróis e lanternas de LED

Frente e verso com novos, mais vistosos e potentes faróis e lanternas de LED

O conforto melhorou também. Os scooters não são conhecidos por oferecerem o rodar mais macio dentre os veículos de duas rodas. Cria-se um problema quando o motor é afixado junto com a roda motriz. O peso do motor se movendo junto com a roda não favorece o trabalho dos componentes da suspensão. A construção de um veículo prático para as cidades modernas, com bom espaço sob o banco, leva em consideração uma qualidade de piso que não é encontrado no Brasil, na maior parte das vezes. Esse tem sido o maior problema dos scooters no nosso país, não só os da Honda.

Conforto melhorou muito com a nova suspensão e o banco mais macio

Conforto melhorou muito com a nova suspensão e o banco mais macio

Mas tanto o Lead quanto o PCX sofreram dessa limitação porque possuem um projeto original feito para outros países. Agora foram feitas modificações no assento e nas suspensões para a aplicação no Brasil, o que melhorou muito a convivência com o nosso piso. O PCX sempre teve rodas maiores (aro 14″) que contornam melhor as irregularidades do terreno e as modificações no amortecedor e no assento fizeram com que eles absorvam melhor os defeitos do piso, transmitindo menos os impactos ao piloto.

A geometria do PCX continua a mesma, com boas características que podem ser mais bem aproveitadas com a melhora da suspensão e assento

A geometria do PCX continua a mesma, com boas características que podem ser mais bem aproveitadas com a melhora da suspensão e assento

Outro problema comum dos scooters é a estabilidade em maior velocidade e este é um dos fatores que se recomenda o uso destes pequenos veículos apenas aos centros urbanos e, mesmo assim, evitando-se as grandes artérias com velocidades maiores. Mas com a tendência atual de regulamentar velocidades máximas na faixa de 50 e 60 km/h nas grandes cidades brasileiras favorecem os scooters. E o PCX se sai bem nessa questão por causa do seu chassi, que oferece uma estrutura mais rígida onde estaria a plataforma para os pés. Nele há uma estrutura maior que faz com que os pés do piloto mantenham-se na periferia do veículo. Ali também está o tanque de gasolina, local que favorece um baixo centro de gravidade. É isso que lhe faz ser bom de curvas e ter grande manobrabilidade nas mudanças rápidas de direção.

Aumentou a autonomia e também o consumo

Aumentou a autonomia e também o consumo

Outro fato que melhorou foi a autonomia, que alcança agora algo próximo dos 290 km, fruto de dois litros a mais que cabem no tanque de combustível, agora com 8 litros de capacidade. O consumo ficou um pouco pior do que no teste do modelo 2013. A média de 35 km/litro da versão anterior caiu para pouco mais de 32 km/litro, mas deve melhorar porque a unidade testada tinha menos de 500 km quando assumimos o seu teste. Com essa quilometragem as peças internas do motor ainda não estão bem assentadas e o consumo é maior.

As cores são Branco fosco, preto metálico e prata metálico

As cores são branco fosco, preto metálico e prata metálico

ficha-tecnica-pcx-2016

Ficha técnica Honda PCX 2016

O motor perdeu meio cv de potência em relação ao modelo anterior porque o diâmetro do pistão é um pouco menor, fazendo a capacidade cúbica cair de 152,9 cc para 149,3 cc. Essa diminuição é pouco perceptível, ao contrário da melhora na suspensão, mas a combinação da melhor performance tanto do motor quanto das suspensões permitem uma condução prazerosa e segura. O fabricante não explicou o motivo dessa mudança no motor, mas entendemos que seja alguma necessidade de outro mercado ou alguma outra questão de logística interna da Honda, já que se trata de um modelo global da marca.

Mais atual, maior autonomia, agora vem com toda a iluminação em LED, mais confortável e confiável na pilotagem, além do “Idling Stop, que dá o tom para o século XXI, o PCX é o topo da categoria para quem quer um scooter urbano. Seu concorrente direto é o Dafra Cityclass 200i. As cores disponíveis do PCX 2016 são o branco fosco, preto metálico e cinza metálico. O preço é R$ 10.482,00 (FIPE, janeiro/2016).Separador_2

Honda PCX 150


R$ 8.800

Honda PCX 150


R$ 8.400

Honda PCX 150 DLX


R$ 3.900

Honda PCX 150


R$ 8.800

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