Será este o Natal da Redenção para o comércio?

Alguns lojistas estão falando que o natal do ano passado foi considerado “o Natal da Indefinição” e que o deste ano será o “Natal da Redenção”. A expectativa é grande e a aposta em vendas altas, maior ainda. Mas o que dizem os números? Será mesmo este o “Natal da Redenção ?”

Á um mês de acabar o ano o Índice Geral de Preços- Mercado, em 2009, projeta deflação. Em novembro, o IGP-M variou 0,10%%, acumulando desde janeiro deflação de 1,46%. A Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE de outubro,mostra a taxa de desocupação em torno de 7,5% e o rendimento real (R$ 1.349,70) teve aumento de 3,2% em 12 meses. Este ano, o Brasil vai exportar US$ 152,5 bi, cerca de 23% abaixo do ano anterior segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Para este ano a Abinee – Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica destacou que os números preliminares estão indicando um decréscimo entre 5 e 7% no faturamento do setor em relação ao valor apurado em 2008. Segundo o presidente da ABINEE, o comércio exterior do setor deverá registrar queda de 30% em relação ao ano passado.Sobre o nível de emprego, a Abinee aposta que o setor encerrará 2009 empregando 160 mil trabalhadores, um pouco abaixo do que o registrado no ano passado. A reclamação soa até estranha quando não conseguimos encomendar TVs LCD e de LED para este Natal. A indústria de tecnologia, até onde nos informam os distribuidores, está a ‘toda’ e não consegue dar vencimento. Pelo cenário, o que deve ter ocorrido realmente foi uma bruta pisada no freio da produção com medo de um tsunami e agora, que ela não veio, retomar a produção e reativar linhas de montagem fica difícil em curto prazo.

Apesar da indústria ainda reclamar de queda nas vendas, as operações de crédito vão de vento em popa e somaram R$ 1,367 tri em outubro, 1,4% maior que em setembro e 15,3% mais que um ano antes. A oferta de crédito já bateu 45,9% do PIB. Em 2008 foi de 39,5%. A Anfavea também não tem do que reclamar: A extensão do benefício fiscal do IPI para carros 1.0 e motor flex ou a álcool deve fazer a festa de quem ainda não trocou de carro. A redução de tributos para o setor de móveis e a prorrogação do corte de IPI para materiais de construção também prometem aquecer as vendas de fim de ano. A linha branca já teve o benefício prorrogado há mais tempo.

Mesmo assim o Brasil ainda vai muito mal no ranking global do Banco Mundial sobre sistemas tributários, edição de 2009. Nele o Brasil aparece em 183º lugar, ou seja – o último. Por outro lado, a máxima de que o Brasil é um país de contraste continua valendo. Visto por outro índice o Brasil é campeão. O Índice de Clima Econômico da América Latina divulgado em outubro, elaborado pela FGV e o instituto ale

mão Ifo, registrou alta de 4,0 pontos em julho para 5,2 pontos em outubro, superando, pela primeira vez desde janeiro 2008, a média dos últimos dez anos, de 5,1 pontos. O Brasil é citado como campeão por ter saído da fase de recessão e ter chegado a um crescimento acelerado. O ritmo de crescimento do Brasil está à frente da Índia (7,0 pontos) e China (6,5 pontos). A pesquisa da Sondagem Econômica da América Latina é aplicada simultaneamente e com a mesma metodologia em todos os países da região. Em outubro, foram consultados 142 especialistas em 16 países.

Revelações da última pesquisa CNT/Sensus mostram um país mais otimista. Para a maioria dos brasileiros o momento está melhor para emprego e renda, segurança, saúde e educação mesmo tendo aumentado em 2% o número dos que consideram ter piorado o quadro da educação e em 6% os que acreditam que a segurança piorou. Para 2010, cerca de 73,4% estão otimistas contra 65,4% registrados no final do ano passado. Também diminuiu o número dos que acham que a situação vai se repetir (de 17,7% para 12,8%) e os que acham que a situação vai piorar (de 12,4% para 9,1%). Os brasileiros ( cerca de 25,6%) vão usar seu 13º para pagar dívidas, número maior que no ano passado. Apenas 11,2% vai usar 13º para fazer compras e somente 7,4% vão preferir guardar na poupança.

Aumentou também o número dos entrevistados (49% contra 42% em 2008) que informou não ter 13º ou algum abono de fim de ano. Cresceram 44% o número dos que vão viajar de avião (10,4% do total), em relação ao ano passado. E o Ibope do presidente continua em alta. Nada menos de 92,7% das pessoas consideram ótimo, bom ou regular o governo Lula e 78,9% aprovam o desempenho do presidente, segundo revelou a última pesquisa CNT/Sensus.

O nosso segmento, ‘Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação’, foiresponsável pela sexta maior contribuição na formação da taxa global da pesquisa do IBGE e obteve acréscimo no volume de vendas, em setembro, da ordem de 3,2% sobre setembro de 2008 e taxas acumuladas no ano de 11,9% e, nos últimos 12 meses, de 17,1%. A queda dos preços do setor, principalmente microcomputadores (-4,0% em setembro – medido pelo IPCA), explica os resultados.

O abrandamento da crise econômica e a retomada do crescimento no Brasil devem aquecer a venda de PCs no final do ano. O mercado tem várias opções para todos os perfis de público. Segundo a consultoria IT Data as vendas projetadas devem superar os 3 milhões de computadores entre outubro e dezembro de 2009, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2008.

A Intel preparou-se para atender as demandas dos consumidores que pretendem aproveitar as compras de final de ano para trocar de PC, adquirir um segundo PC ou notebook ou até mesmo dar os primeiros passos no mundo da computação. Com a recente introdução de seus novos processadores Intel® CoreT i7 e CoreT i5, a Intel traz novas tecnologias e mais opções para o consumidor brasileiro.A estimativa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e da e-Bit é que somente nesta época as lojas eletrônicas tenham um faturamento de R$ 1,63 bilhões, um crescimento de 30% em relação a 2008 quando o setor atingiu R$ 1,25 bilhões em vendas.

Os nomes de domínios na Internet continuam a crescer, de acordo com o Dossiê Sobre a Indústria de Domínios na Internet referente ao segundo trimestre de 2009 publicado pela VeriSign, Inc. fornecedora de serviços de infraestrutura de Internet para o mundo conectado. A base total de nomes de domínios .com e .net alcançou 553 mil domínios registrados no Brasil no segundo trimestre de 2009, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, contabilizando 57% de aumento nos últimos dois anos. Na América Latina o aumento foi de 12% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mundo o segundo trimestre de 2009 bateu a marca de 184 milhões de nomes de domínios.

Resumindo: há sim um cenário favorável para que este seja mesmo o “Natal da Redenção”.Temos crédito, opções, benefícios fiscais e o otimismo do consumidor. Para um ano que começou sob a sombra de um medo de tsunami comercial, na realidade acabou mesmo sendo uma marolinha. Ainda bem, pois seria muito chato escrever más notícias. Sendo assim, já comuniquei ao meu ansioso diário a lista de presentes. Então, vamos às compras!

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