Retrospectiva 2010: os lançamentos do segmento das duas rodas

BMW- A marca alemã fez história em 2010. Os números de vendas bateram recordes – 3500 unidades emplacadas – impulsionados principalmente pela G 650 GS. A trail montada em Manaus (AM) pela Dafra Motos caiu no gosto do motociclista brasileiro. Quem também chegou às concessionárias da marca foram a R 1200 GS, R 1200 GS Adventure e R 1200 RT, que usam a nova versão do motor Boxer. Já a série comemorativa dos 30 anos da linha GS – com mudanças estéticas – também foi apresentada em 2010 para delírio dos entusiastas e colecionadores. Durante o Salão do Automóvel foi mostrada, em primeira mão, a mais nova BMW, a K 1600 GLT, modelo touring de luxo, que esbanja conforto e muita tecnologia embarcada. No final do ano, a marca anunciou a montagem, também em Manaus (AM) por meio do sistema CKD, da naked F 800 R.
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Dafra – Parceira logística da BMW, a Dafra apresentou dois modelos que foram comentados e premiados em 2010. Fruto do acordo com a indiana TVS, foi lançada no Brasil a Apache 150, uma street com um visual inédito para o segmento. Porém, o modelo que teve mais destaque foi o maxiscooter Citycom 300i, montado em Manaus (AM), em parceria com a taiwanesa SYM. Com preço sugerido de R$ 12.690, o modelo veio para preenche uma lacuna entre os scooters de média cilindrada. Para o segmento de entrada, a Dafra lançou a pequena Super 50, versão de 50 cc do modelo Super 100, motinho street ideal para curtos deslocamentos urbanos.
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Ducati – A tradicional fabricante italiana apresentou a Hypermotard 796, que usa a mesma base da Hypermotard 1100, porém com um motor menor e mais “esperto”. Apresentada oficialmente durante o Salão da Motocicleta, a nova Multistrada 1200 chegou com a proposta de encarar qualquer desafio. Neste ano também, a Ducati mostrou-se interessada em abrir uma fábrica no Brasil. Mandou até uma comitiva de empresários italianos para conhecer o Polo Industrial de Manaus (PIM).
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Harley-Davidson – No início de dezembro chegou ao fim a batalha judicial envolvendo a Harley-Davidson Motor Company e a HDSP/Grupo Izzo, distribuidora exclusiva das motocicletas marca norte-americanas no Brasil. Em nota oficial, as duas empresas anunciam mudanças nas operações da HD no país. O acordo entre as partes encerra o processo judicial que se arrastou desde março na 26ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O acordo permitirá à Harley aumentar a sua participação no mercado nacional por meio de novos concessionários. Com certeza essa “pendenga” jurídica atrapalhou os planos da marca em lançar novos modelos no Brasil neste ano que se encerra.
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Honda – A líder absoluta do segmento de duas rodas com quase 80% do market share, a Honda apresentou várias novidades no decorrer deste ano. A superesportiva CBR600RR ganhou freios combinados com sistema anti-travamento (C-ABS). Mostrando que a marca aposta que o sistema ABS vai se consolidar entre motos de todas as categorias. Já o sistema Mix (uso do álcool ou gasolina em qualquer proporção) também foi incorporado à Honda Fan 150, além da NX 150 Bros e da CG Titan. Comemorando mais de 1 milhão de unidades do Lead vendidas em todo o mundo, o scooter ganhou “Special Edition”, que traz novos esquemas de cores. A Honda também inaugurou uma nova linha de montagem em Manaus (AM) exclusivamente para fabricar modelos de baixa cilindrada. Lê-se: Pop, Biz e Lead.
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Kasinski – A Kasinski mostrou em 2010 que aposta alto no segmento de veículos elétricos. A empresa fechou uma parceria com o governo do Rio de Janeiro para a construção da primeira fábrica de veículos elétricos do Brasil. Neste segmento, a marca lançou a Prima Electra, scooter totalmente elétrica. Já a linha CRZ conta com dois modelos. A motard CRZ 150 SM e sua versão off-road chamada apenas de CRZ 150. Em setembro a Kasinski inaugurou sua fábrica em Manaus (AM) mostrando que chegou para ficar. No final do ano destaque para a Comet 150, modelo street que traz como principal diferencial a garantia de três anos e seguro de 12 meses.
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Kawasaki – A Kawasaki ampliou e muito a linha de motos oferecida aos motociclistas brasileiros. Com o crescente número de vendas de sua pequena esportiva, Ninja 250R, a marca patrocinou a Copa Ninja, um campeonato monomarca que deve acontecer novamente em 2011. A Naked Z750 recebeu o opcional de freios com ABS. Também com ABS opcional, a grande ZX-14R chegou praticamente junto com a nova naked Z1000. Neste ano foi lançada ainda a versátil Versys 650, trail que também pode ser equipada com ABS. Em 2010 a linha Vulcan 900 (Classic, Custom e Classic LT) passou a ser produzida no Brasil, assim como já ocorria nos modelos Z750, ER-6n e Ninja 250R. Aos 45 minutos do segundo tempo foi lançada a Ninja 650R, que usa a mesma base mecânica da naked ER-6n, ou seja, motor de dois cilindros paralelos.
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KTM – Apesar de não apresentar um alto número de vendas a marca foi notícia em 2010. Foi confirmada a vinda oficial da marca para o Brasil, com a instalação de uma fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM). Além disso, a marca austríaca deve lançar em meados de 2011 dois novos modelos no país: Duke 125 e Duke 200. Além de ampliar o número de concessionárias para revender praticamente toda sua gama de modelos importados.
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Suzuki – Em 2010 a Suzuki atualizou muitos modelos de sua linha. As novas versões das esportivas GSX-R750 e GSX-R1000 desembarcaram no País. Quem chegou também foi a big custom Boulevard M1500. Outra moto de respeito que foi notícia em 2010 foi a naked B-King, que agora é montada em Manaus (AM). Contudo a principal notícia foi a chegada da nova linha Bandit 650 (S e N), com o mesmo visual do modelo europeu. Entre as motos de pequena capacidade cúbica destaque para a edição limitada da Yes 125, chamada de “SE”.
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Yamaha – Logo no início de 2010 foi lançada a edição limitada da YS 250 Fazer. Em seguida o modelo passou pela maior reestilização desde o seu lançamento, ganhando um novo painel, farol e freio a disco traseiro. Para brigar no concorrido mercado de motos de 600 cc, a marca dos três diapasões apresentou a XJ6 em duas versões: naked e carenada. Quem desembarcou também no Brasil foi a última versão da superesportiva YZF-R1 e seu notório motor com virabrequim crossplane. Na categoria CUB quem renasceu foi a pequena Crypton agora com motor de 115 cc, porém ainda usando carburador. O maior lançamento foi sem dúvida a versátil XTZ 250 Ténéré. Usando a mesma base mecânica da XTZ 250 Lander e um nome consagrado, a Ténéré 250 veio para atender aos anseios de quem usa a moto no dia a dia e também faz viagens nos finais de semana.

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