McAfee: Pesquisa mostra a vida secreta dos jovens na Internet

Foram entrevistados 400 jovens com idade entre 13 e 17 anos.

Estudo inédito realizado pela McAfee, Inc. (NYSE:MFE) sobre o comportamento dos jovens brasileiros na Internet, intitulado A vida secreta dos adolescentes: o comportamento dos jovens na Web, aponta que, entre as dez principais atividades, em sete delas há o compartilhamento de informações pessoais com desconhecidos. A pesquisa, encomendada à empresa global de pesquisa de mercado TNS, foi realizada entre 9 de setembro e 21 de setembro deste ano, no formato on-line entrevistou 400 jovens, na faixa etária dos 13 aos 17 anos, nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

De acordo com a análise, entre as sete atividades que apresentam maior risco, 83% dos adolescentes utilizam as redes sociais e trocam informações pessoais publicamente; outros 67% realizam upload de fotos; 57% compartilham vídeos; 37% postam e divulgam informações em fóruns de discussões; 36% publicam post em blogs; 31% conversam com desconhecidos por meio de chat e 5% transmitem informações sobre os locais onde vivem e se encontram.

O estudo mostra que oito em cada dez adolescentes participam ativamente das redes sociais; 71% destes jovens atualizam seus perfis frequentemente; 46% incluem até mesmo suas localizações, por exemplo, fazem menções de locais onde estão. Apesar do fato de revelarem informações que podem gerar riscos, 79% deles afirmam saber como se manter em segurança on-line.

As dez principais atividades on-line:

O Brasil possui uma população de 17 milhões de jovens entre 13 anos e 17 anos


Atividades com maior risco

De acordo com Alexandre Momma, diretor de Atendimento da TNS, maior empresa de pesquisa customizada do mundo, os adolescentes utilizam a Internet durante a maior parte da sua adolescência. “Eles consideram a rede uma ferramenta diária essencial, que dá a liberdade de entrar em contato com seus colegas, bem como um lugar onde eles podem buscar entretenimento e conteúdo didático”, informa.

Entretanto, o especialista da McAfee, José Matias, gerente de Suporte Técnico da McAfee para a América Latina, faz um alerta em relação aos riscos dessa liberdade. “Ainda que a maioria dos jovens acredite que saiba como se proteger em ambientes on-line, em muitos casos eles compartilham informações pessoais com desconhecidos, que podem trazer riscos, caso esses dados sejam utilizados por pessoas mal-intencionadas”, comenta o executivo.

Compartilhamento de informações:

72% dos entrevistados conhecem alguém próximo que sofre com bullying


Informações/dados que podem ocasionar fraude, bullying, stalking, sequestro, etc

Segurança on-line

Em relação à segurança no ambiente virtual, segundo o estudo, 72% dos entrevistados conhecem alguém próximo que sofre com bullying; 50% já tiveram os seus computadores infectados por ameaças virtuais; 25% foram vítimas de insultos pejorativos e 20% tiveram senhas roubadas.

Em relação ao controle dos pais, 54% disseram que são questionados a respeito das atividades on-line. 50% deles estabelecem acordos do que é permitido no ambiente virtual e 39% instalaram os computadores em área comuns do domícilio. De acordo com os adolescentes, 88% deles acreditam que seus pais sabem que eles agem corretamente na Web. Porém, 53% deles afirmam saber esconder suas atividades on-line e 39% não contam aos pais o que fazem na Internet. 32% limpam histórico dos sites navegados; 27% ocultam ou apagam os e-mails; 39% fecham ou minimizam os sites quando um adulto se aproxima; 29% ocultam ou apagam mensagens de texto e 22% criam endereços secretos de e-mail.

Diante desse cenário, a McAfee recomenda aos pais soluções que contribuam para o diálogo entre os seus filhos. Direcionado a esse perfil de usuário a empresa oferece a solução McAfee® Family Protection, que permite monitoramento e orientação aos pais de crianças e jovens internautas sobre suas atividades e interações on-line. “Essa tecnologia protege as famílias contra os riscos e acesso de conteúdos inadequados, os quais ameaçam as crianças e os adolescentes que utilizam a Internet para enviar e receber e-mails, conversar por Instant Messenger, realizar downloads e trocar conteúdos com amigos e desconhecidos e acessar vídeos, sites e redes sociais”, explica Sérgio Oliveira, gerente da área de Consumer da McAfee do Brasil.

Segundo o executivo da McAfee, para evitar surpresas indesejáveis, o jovem deve evitar fazer download de software e de arquivos de programa de fonte desconhecida; precisa ter muito cuidado com a privacidade e com o fornecimento de dados pessoais. Deve ainda recusar a interação com desconhecidos em ambiente on-line, para evitar um possível assédio ou intimidação virtual.

Mais cuidado!

Atualmente, o Brasil possui uma população de 17 milhões de jovens entre 13 anos e 17 anos. Destes, 12,5 milhões acessaram a Internet nos últimos três meses, o que corresponde em média um em cada cinco internautas brasileiros. Segundo a análise, os jovens têm a Internet como parte do dia a dia, e 48% dos entrevistados acessam a internet há mais de 4 anos. 77% acessam a Web em média de seis a sete vezes por semana, os chamados heavy users.

A pesquisa indica ainda que para estarem conectados à Web os adolescentes atualmente tem cada vez mais utilizado os dispositivos móveis, 25% deles utilizam celulares, equivalente a um a cada quatro acessos; o computador ainda é o local preferido, 89% acessam pelo PCs; e 49% por meio de laptops e apenas 9% via videogame.

Entre as principais conclusões, o estudo indica que os adolescentes são internautas ativos, principalmente no compartilhamento e troca de informações. Confiantes, os adolescentes acreditam saber se manter seguros na Internet, porém desconhecem muitos dos riscos e ameaças existentes no ambiente virtual. Os pais e responsáveis procuram ajudar, mas nem sempre conseguem. Entretanto o principal desafio é encontrar maneiras em que esse adolescente continue a usufruir dos benefícios da Web sem limitar os acessos.

Metodologia

Pesquisa amostral on-line, conduzida no Brasil, entre 9 de setembro e 21 de setembro de 2010. Foram entrevistados 400 jovens com idade entre 13 e 17 anos, que se conectam em ambientes on-line pelo menos uma vez por semana.

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