Britânicos abrem inquérito devido à captação de dados particulares por ‘Street View’

Britânicos não gostaram....

O Reino Unido vai reabrir uma investigação contra o Google por violação de privacidade relacionada ao serviço ‘Google Street View’ — ferramenta que permite visualização na Internet de ruas de cidades em 360 graus, inclusive do Rio.

A decisão foi tomada depois que o Google admitiu, semana passada, que os equipamentos que fazem as fotos para o Google Street View captaram, em alguns casos de forma ilícita, e-mails e senhas pessoais de redes WiFi (sem fio) domésticas em diversos países. Os dados teriam sido obtidos depois que um engenheiro instalou, sem autorização da empresa, um programa de computador que permitia suas captações.

Italianos também criaram regras e em Portugal estava ilegal

Para poder capturar imagens das ruas italianas, a multinacional terá de publicar no seu site e em jornais e rádios locais, com três dias de antecedência, as ruas onde serão tiradas fotografias, de forma a que quem quiser possa evitar circular nessa zona ou ter comportamentos que não quer que fiquem registados.

As regras impostas pelas autoridades italianas obrigam ainda que os controversos carros tenham autocolantes ou inscrições a dizer explicitamente que estão a fotografar as ruas (os carros, de resto, já não costumam passar despercebidos: normalmente, são vermelhos, têm o logótipo da empresa e uma grande câmara multidireccional montada no tejadilho).

A notícia das regras em Itália surge dias depois de a Google ter admitido que a falha que levou a que os carros capturassem (segundo a companhia, acidentamente) dados de redes de Internet sem fios era mais grave do que incialmente tinha sido comunicado – em alguns casos, foram registadas palavras-passe, endereços de sites visitados e o conteúdo integral de e-mails.

A empresa já há muito disse que se tratava de um erro, suspendeu durante meses a frota de carros e comprometeu-se a apagar toda a informação.

As imposições italianas são mais um episódio da luta que a Google tem travado com vários países (sobretudo europeus) para poder fotografar e colocar as imagens online no Street View.

Na Alemanha, por exemplo, para poder começar a captar imagens, a empresa teve de estabelecer um sistema para que qualquer pessoa pudesse pedir que a sua casa não fosse fotografada.

Ilegal em Portugal


Em Portugal, a Comissão Nacional para a Protecção de Dados declarou este Verão que o serviço Street View estava a funcionar de forma ilegal.

Em causa, está o facto de o software que deveria desfocar todos os rostos e matrículas (que são considerados dados pessoais) ter falhas e deixar escapar alguns destes elementos. A própria empresa reconheceu que o sistema é falível. A comissão expressou ainda preocupações pelo armazenamento, nos servidores da empresa, das fotografias originais, sem qualquer desfocagem.

O serviço, no entanto, continua disponível. Na altura, a Google Portugal emitiu um comunicado onde afirmava a legalidade do Street View e dizia que continuaria a recolher imagens.

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