PNAD revela que 31% dos brasileiros não sabe acessar a web

O IBGE divulgou nesta sexta-feira, 11/12, o suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2008 – onde se constata, mais uma vez, que o acesso à Internet ainda está distante de boa parte da população brasileira. Segundo o estudo, em três anos, o percentual de brasileiros de dez anos ou mais de idade que acessaram ao menos uma vez a Internet pelo computador aumentou 75,3%, passando de 20,9% para 34,8% das pessoas nessa faixa etária, ou 56 milhões de usuários, em 2008.

Apesar do crescimento existem dados preocupantes. Segundo a Pnad 2008, 104,7 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade não utilizaram a Internet nos três meses anteriores à data da entrevista, ou seja, 65,2% do total. Os motivos de não utilização foram concentrados em três: não achavam necessário ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar a Internet (31,6%) e não tinham acesso a computador (30,0%) – sendo que no Norte e no Nordeste, o motivo mais citado foi não saber utilizar a Internet (38,7% e 40,1% respectivamente).

A proporção de pessoas que disseram não acessar a Internet porque não tinham acesso a computador (30,0%) reduziu em relação à pesquisa de 2005 (37,2%), bem como o motivo custo elevado do computador (9,1% em 2005 e 1,7% em 2008).

Já o percentual de pessoas que não usavam a Internet porque não achavam necessário ou não queriam foi o que mais aumentou (de 20,9%, em 2005 para 32,8%, em 2008). Cresceu também o percentual de pessoas cujo motivo declarado foi não saber utilizar a Internet (de 20,6%, em 2005 para 31,6%, em 2008).

Comunicação e Relacionamento são os maiores motivos de acesso à Internet

Segundo a Pnad houve mudança no principal motivo que leva as pessoas a usarem a Internet: 83,2% acessaram a Rede em 2008 principalmente para se comunicar com outras pessoas – em 2005, o principal motivo era educação ou aprendizado, que caiu para o terceiro lugar em 2008. Nesses três anos, o acesso à Internet por conexão de banda larga duplicou, mas, em 2008, 32,8% dos que não acessaram a Rede ainda diziam que não queriam ou não achavam necessário usá-la.

A proporção de pessoas com acesso à Internet também crescia conforme avançavam as classes de rendimento mensal domiciliar per capita. Na faixa de mais de 5 salários mínimos, 75,6% acessavam a Internet, enquanto na faixa dos sem rendimento a ¼ do salário mínimo, o percentual era de 13,0%. Esse comportamento foi observado em todas as regiões, sendo que no Norte e no Nordeste a diferença entre as proporções de usuários das faixas mais baixa e mais alta de rendimento era maior.

As pessoas ocupadas também tiveram maior acesso (36,0%) que as não ocupadas (33,2%), mas a diferença entre os dois grupos era menor, mostrando que o acesso à Internet estava mais relacionado à condição de estudante do que com a situação na ocupação.

PNAD/Convergência Digital

AZ

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