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Motos acima de 450cc movimentaram R$ 300 milhões em vendas no Brasil em 2014

No Brasil, as motos acima de 450cc são chamadas de “modelos premium”, essa foi a forma do mercado de diferenciar esse segmento de motos mais caras, visto que no país mais de 96% das motos vendidas são de até 150cc.

 

Com o preço médio de R$ 30.000, o segmento das motos acima de 450cc teve crescimento de 10,2% nas vendas em 2014, se comparado ao ano anterior, segundo a Abraciclo (associação das fabricantes de motocicletas).

A curiosidade é que mesmo com a forte concorrência das fabricantes como Harley-Davidson, BMW, Triumph, Ducati, dentre outras, a Honda, líder disparada com quase 80% de todo o mercado de motos no país, também tem liderança nas vendas das motos “premium”. Em 2014 praticamente 20% das motos desse segmento foram da Honda.

Só o modelo Honda CB 500F teve 3758 unidades comercializadas. Já a concorrente nipônica Yamaha também teve o que comemorar, pois emplacou 3473 unidades da XT 660R.

A alemã BMW registrou mais uma vez recorde de vendas no país, principalmente devido ao modelo G650GS que vendeu 1512 unidades em 2014. A Harley-Davidson vendeu 733 motos da 883 Iron, a Triumph 300 da Bonneville T100, a Ducati 281 da Monster 281, só para citar alguns exemplos.

A produção nacionalizada dessas fabricantes vem ajudando a diminuir os custos e consequentemente os preços de suas motos, o que ajuda nas vendas, embora os preços continuem sendo bem superiores aos praticados em países do primeiro mundo e também de muitos dos países da América Latina.

Mesmo motos consideradas de “luxo extremo”, devido aos seus altos preços, venderam bem em 2014, por exemplo, como a Yamaha VMax que vendeu todas as suas 40 unidades trazidas para o Brasil, ao preço de R$ 99 mil cada. O mesmo ocorreu com as 30 CVO Breakout trazidas pela Harley, pelo preço de R$ 139 mil. Já as touring K 1600 GT e GTL, da BMW, que variam entre R$ 100 mil e R$ 125 mil, somaram 118 unidades comercializadas.

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