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Jan Messias: Conhecendo a cidade histórica do Icó, Ceará!

Icó é um município brasileiro do estado do Ceará. A cidade do Icó foi a terceira vila instalada no Ceará e possui um sítio arquitetônico datado do século XVIII.

Sua denominação original era “Arraial do Poço”, depois “Povoação do Salgado”, “Arraial da Senhora do O”, “Arraial Velho”, “Ribeira dos Icós”, “Arraial Novo”, “Arraial da Ribeira dos Icós”, “Icós” e, desde 1860, “Icó”.

Logo na Chegada já somos recebidos pela beleza do partrmônio histórico.

A ideia de conhecer Icó já estava na minha cabeça há um bom tempo. Desde quando morava na capital da ‘província’ ouvia falar da cidade que tinha um dos mais belos patromônios históricos do País. Claro que o Forricó também me chegou aos ouvidos, mas minha viagem foi movida mais para os olhos que para os ouvidos.

Mais uma vez, peguei a estrada cedo. Isso de sair com o sol nascente, adoto como medida também de segurança. É um horário mais tranquilo na estrada, com temperaturas mais amenas e menos chances de cruzar com motoristas embriagados. Sem contar que chegando cedo, há mais tempo para aproveitar o lugar.
A cidade de Icó fica a aproximadamente 60km de Iguatu. Confesso que sempre que imaginava pegar

Na saida de Iguatu. Para ver as imagens ampliadas é só clicar!

A estrada até lá, ficava um tanto assustado com a possibilidade de encontrar muitos caminhões pela estrada, já que os que vêm até Iguatu pela BR 116 trafegam exatamente pela rota que fiz. O medo se explica pelo fato de que uma moto 125 ou 150 cilindradas, pela pouca massa, é bastante afetada quando ultrapassada por caminhões carregados, que deslocam muito ar na sua passagem. Em um outro post falo mais sobre os cuidados nesses momentos.

Para minha alegria, não enfrentei trânsito siginficativo e passei por poucos caminhões e graças à pista de boa qualidade, cheguei rápido.
Chegando em Icó, a Ponte sobre o Rio Salgado.

Logo na chegada, correndo traquilo sob a ponte, vemos o rio salgado, que mesmo nesse época do ano continua com um volume significativo de água. Parei para fotografar e caminhei pela ponte para captar imagens do rio. Ao norte, no sentido mais baixo do rio, pude ver algumas lavadeiras, que, dessa vez, não tive tempo de descer e fotografá-las de perto. Do outro lado, de onde o rio estava vindo, uma barragem de pedras me chamou a atenção. Imagino que o banho alí deve ser muito bom, especialmente diante do nosso calor do sertão. Minha decepção foi verificar que não havia trazido a roupa de banho.

Barragem vista da ponte. Bem próximo à cidade. Creio que vale o banho!

Pouco depois de entrar na cidade já pude começar a apreciar o patrimônio da cidade. A Igreja do Monte exibe sua beleza do alto da colina.  O nome, como me explicou o radialista Rubens Brasil, não vem da altura do lugar, mas do sobrenome de uma família muito influente à época da construção. Como aproveitei o feriado do dia de Finados para pegar a estrada, o cemitéio ao lado da Igreja estava lotado e com uma movimentação intensa.

Segui para o centro, mais histórico ainda, com suas casas enfeitadas por azulejos e mostram a riqueza que ergueu tal beleza. A História de Icó está intimamente ligada à pecuária que movimentou o interior do nordeste do século XVII ao XIX. A semelhança com a cidade de Aracati não é por acaso, já que as cidades participaram dos mesmos ciclos economicos.
Igreja do Monte, ao lado fica o cemitério.
Igreja do Rosário, no Centro Histórico.
Pelas ruas, vemos como o passado ainda é presente.

No Largo Central encontramos o início de Icó, com suas belas Igrejas e prédios públicos do Período Imperial, onde ainda podemos ver os símbolos da época.
Tive a sorte de encontrar em Icó, num desses acasos felizes, o amigo Wandemberg Belém, que estava fazendo uma reportagem sobre um festival de violeiros. Na ocasião também conheci o radialista Rubens Brasil, que me contou um pouco da história da cidade e algumas curiosidades. Para encerrar a breve estadia, ouvi os acordes melodiosos e singelos do repentista Antônio Hélio, que se apresentou no Festival Patativa do Assaré.

Igreja de Nossa Senhora da Expectação
Repentista Antônio Hélio, que encantou com seus acordes.

Peguei a estrada para Iguatu, mas já com o pensamento em voltar para me banhar nas águas do Rio Salgado e alimentar meus ouvidos com a rica história da cidade e meus olhos com a riqueza artística do passado icoense.

Teatro de Icó.

E quem quiser se informar mais, aqui vocês encontram o trabalho de um icoense que resgistra a História e o patrimônio da cidade.
Até a próxima aventura! E vamos lá!

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