Cláudia Leite DESTAQUES Redescobrindo o Nordeste de Moto Tem Mulher na Estrada - Cláudia Leite 

Expedição Anonymous! Carolina (MA) – Final

Morro do chapeu
Morro do chapeu

Foram quase três dias intensos e inesquecíveis e ainda ficou coisa boa prá visitar, mas o que vimos ficou impregnado na alma: a Cachoeira Santa Bárbara, a do Santuário, a Capela e do Capelão, as piscinas cristalinas que formam o Poço Azul e o Encanto Azul, que chegamos por trilhas e passarelas totalmente integrados à natureza; além dos penhascos e cânions, as paisagens deslumbrantes mais de dezenas de cachoeiras e quedas d’água! Tudo devidamente registrado e compartilhado! Devo dizer que superou todas, todas as minhas melhores expectativas!

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Dia 3 – 16/01 – o Parque Nacional da Chapada das Mesas

Santa Bárbara
Santa Bárbara

Carolina integra o Parque Nacional da Chapada das Mesas , juntamente com os municípios de Riachão , Estreito e Imperatriz, no centro-sul do Maranhão, ocupando uma área de quase 160 mil hectares de cerrado, com formações rochosas esculpidas por milhares de anos pela erosão, fazendo lembrar  gigantescas  mesas e elementos da natureza como o Morro do Chapéu, Morro do Dedo, Morro Do Gavião, Portal da Chapada, Morro do Macaco, Peito de moça e muitos outros cenários de exuberante beleza, tendo como atração turística o turismo ecológico com suas lindas paisagens cachoeiras, cânions, chapadões  e as praias do Rio Tocantins que só aparecem na estação baixa, a partir do mês de junho desaparecendo no final do mês de outubro. A maioria dos locais turísticos conta com infraestrutura de apoio e serviços (alguns melhores, outros nem tanto).

ANONYMOUS FOTO 2Com 6.400 km² e uma população de 23.900 habitantes bastante receptivos, clima quente úmido com média de 37º.C e estação chuvosa abundante, Carolina é a última cidade ao sul do estado do Maranhão, onde o Rio Tocantins é a divisa com o Estado do Tocantins, sendo a cidade de Filadélfia o primeiro destino das balsas quando cruzam o rio que tem forte atividade econômica e turística na região.

A ‘beira-mar’ do rio e o Paraíso das Águas

Encanto Azul
Encanto Azul

Vale a pena conhecer a “beira mar” do Rio, desfrutar do complexo turístico e degustar as delícias típicas da região como surubim no leite de coco e pirão, pacu, tambaqui e tambacu fritos, assim como a carne de sol com macaxeira frita e a galinha caipira ao molho pardo. Entre as frutas estão o cupuaçu, araçá, cajá, maracujá, coco d’água, além dos famosos doces caseiros de casca de laranja, jaca, manga buriti e banana passa.

DSC_4082 Além de ser banhada pelo Rio Tocantins, Carolina é conhecida como o “Paraíso das Águas”, pois por lá passam os Rio Lajes, Farinha, Itapecuru, Manoel Alves, Sereno e uma centena de menores, diversos riachos e córregos que cortam a sede e o interior do município. Assim, balneários e complexos turísticos são excelentes opções de lazer e ecoturismo, uns bem pertos, como o Complexo da Pedra Caída (Cachoeira do Santuário, Caverna, Capela e Capelão) e outros mais distantes como o Complexo Turístico Santa Bárbara (com Cachoeira Santa Bárbara, Poço Azul e Encanto Azul), Cachoeiras de Itapecuru, Cachoeiras de São Romão e do Dodó, além dos Morros do Chapéu, Portal da Chapada, Balneários Queda D’Água e Praiolandia, entre outros.

Com todas estas informações vimos que infelizmente não teríamos tempo para conhecer tudo! Assim, montamos um roteiro com o Guia Walter Abelha para conhecer o “Best of the Best” de Carolina. Fomos em um micro-ônibus (pois houve lugares onde as “customs” teriam muita dificuldade para passar ou nem passariam – estradas de terra que viraram lama e um verdadeiro sabão por conta das chuvas – e nós não queríamos arriscar nenhum tombo pois as aventuras que nos esperavam precisavam de toda nossa energia e saúde possível!).

Capela
Capela

Assim, passamos o dia no Complexo da Pedra Caída (BR230) cerca de 50 quilômetros de distância de Carolina. Conhecemos a exuberância da Cachoeira do Santuário, onde descemos seiscentos metros por uma passarela, passamos por um Cânion deslumbrante, indo por desfiladeiros até chegar a um grande salão de rocha onde a água caía de uma altura de quase cem metros formando uma enorme piscina natural, um verdadeiro santuário! Parecíamos crianças nadando gritando e cantando! Depois conhecemos a Gruta da Caverna onde outra majestosa cachoeira nos esperava. Por fim, fomos às Cachoeiras Capela e Capelão, outro espetáculo da natureza! Todas descendo por trilhas, ora com passarela, ora pela rocha mesmo. Força nas canelas. Lá existe infraestrutura de lazer e serviço e recentemente foi inaugurado o hotel do Complexo.

Na volta, almoçamos num restaurante na cidade. Voltou a chover e dormimos cedo. Mais aventuras nos aguardavam no dia seguinte!

O Complexo Turístico Santa Bárbara – águas claras a perder de vista

Rapel no Santuário
Rapel no Santuário

Dia 4 – 17/01 – Partimos para o Complexo Turístico Santa Bárbara na BR 230, no município de Riachão (a cento e trinta quilômetros de Carolina).

Formado pela Cachoeira Santa Bárbara (a água cai de uma altura de setenta e cinco metros banhando uma rocha gigantesca que tem o formato da Santa rezando. Um deslumbre! O mergulho e banho até o meio do lago que se forma é uma aventura!) e mais cinco: da Dona Luísa, do Seu Zito, do Moreno, Santa Paula e a dos Namorados. Outros dois locais imperdíveis são o Poço Azul e o Encanto Azul, piscinas naturais formadas pelo Rio Cocal, onde a rocha é um depurador natural da água e a deixa transparente, cristalina, a ponto de você conseguir apreciar o mundo submerso (de cinco a quinze metros!) com toda sua riqueza de flora, fauna e rochas a olho nu, como se estivesse ao alcance da mão! Imperdível. Também tem a Pedra do Cálice e a Pedra de Deus.

Ah, não se esqueça de levar os óculos de mergulho, snorkel e câmera subaquática para registrar todas essas maravilhas!

Ninguém nos avisou e perdemos momentos bem bacanas, salvos pelo snorkel da Germana. Poderíamos ter ido melhor equipados. O material que conseguimos produzir foi na “marra” e no “risco”: Marcelo, Tânia e eu enrolamos as câmeras e os smartphones em sacos plásticos e mandamos ver! Valeu o risco, ficou muito bom, mas poderia ter sido infinitamente melhor! Muitos momentos especiais ficaram registrados somente no coração e na alma por causa da água e da chuva! )

Encanto Azul
Encanto Azul

O local conta com serviço razoável de alimentação e lazer. Por isso almoçamos na estrada na volta, no Restaurante Seu Queiróz, típico da região. Comida boa e farta! Peixe, carne de sol, galinha caipira, macaxeira, e outras gostosuras! Passamos pela cidade, fomos à beira mar do Rio Tocantins já no começo da noite.

Um último passeio pela cidade. Dormimos cedo, pois no outro dia era acordar e começar a voltar pra casa. Passei ainda um bom tempo olhando as fotos e os vídeos, ainda sem acreditar que Conheci Carolina e realizei meu sonho: a minha Carolina! Fui dormir encantada com tudo que vi e vivi e esperando pelas aventuras da volta!

Dias 5 e 6 – 18 e 19/01 – O retorno – Atravessando a reserva indígena.

A caminho da Cachoeira do Santuário
A caminho da Cachoeira do Santuário

Partimos por outro caminho, fazendo também duas pernas e um pernoite em Caxias – MA, pelas BR 226 (no Maranhão), BR343 (no Piauí) e BR222 (no Ceará) com muita chuva, raios e trovões intercalados de muito sol e calor no MA e PI, com os mesmos desafios das lombadas sem sinalização horizontal e animais à margem das rodovias.

Abastecemos em Grajaú. Rodamos quarenta quilômetros pela reserva indígena. Foram momentos tensos, com muitos buracos na estrada, feitos pelos próprios índios, a chuva que ia e vinha e esperando pelo “tal” pedágio que os índios fazem e cobram pra permitirem passagem na BR226 (bem que nosso amigo motociclista Miguel avisou!).  No fim deu tudo certo! Não teve “pedágio” e os nativos com os quais encontramos foram simpáticos e até acenaram de forma amistosa. Ainda bem!

cachoeira dos namorados
Cachoeira dos Namorados

Passamos por Barra do Corda e abastecemos em Presidente Dutra. A chuva nos atrasou. Já era noite a caminho de Caxias, quando ela ficou mais forte. O clarão dos raios dava a sensação de que era três da tarde! Consegui tirar uma foto do momento exato em que ele “caiu” na mata, ao lado direito da estrada! Que adrenalina! Pernoitamos em Caxias.Trechos perigosos e estrada mal sinalizada.

Dia seguinte continuamos pela BR226 e entramos no PI pela BR343, passando por Altos, Campo Maior e Piripiri, onde almoçamos. Sem chuva e sol escaldante! Estradas bem conservadas e sinalizadas, principalmente no Ceará pela BR222. Passamos por Tianguá, Mucambo, Sobral, Forquilha, Irauçuba, Itapagé, São Luis do Curu, Caucaia e….casa (Fortaleza)! Exausta, feliz, sonho realizado, já pensando no próximo, mas…isso só contarei depois! Até lá!

CURTAM O CLIP QUE RESUME A VIAGEM:

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