Em 2008, Varejo online nos EUA deve chegar a US$ 204 bi

Forrester Research aponta crescimento e tendências de abordagens de marketing adotadas pelos varejistas para conquistar novos clientes este ano

As vendas online do varejo devem ultrapassar os 204 bilhões de dólares em 2008, ante receita de 175 bilhões de dólares registrada em 2007, de acordo com o Forrester Research. Segundo o estudo Shop.org, conduzido pelo instituto de análises de mercado, o número deve bater a marca de 300 bilhões de dólares dentro de cinco anos.

Espera-se que os consumidores gastem menos em lojas físicas e por meio de compras via catálogo. Assim, os norte-americanos continuarão comprando roupas, computadores e até carros pela internet, segundo o relatório ‘The State of Retailing Online 2008: Marketing Report’ apresentado nesta segunda-feira (7).

O Forrester ouviu 125 varejistas durante os meses de fevereiro e março deste ano para este relatório, que é o primeiro de uma série de três relatórios baseados no estudo.

“Desde os custos mais elevados com frete até as mudanças nos hábitos de compra dos consumidores, os varejistas online não estão imunes ao atual clima econômico”, diz Scott Silverman, diretor-executivo do Shop.org.

Em um documento, ele diz ainda que, “apesar disso, o fato de que as vendas online crescerão substancialmente este ano demonstra a força do canal e atesta o valor e a conveniência que muitos consumidores encontram ao comprar pela internet.”

Em 2007, cinco categorias responderam por quase metade dos gastos no varejo online: roupas, acessórios e calçados; hardware, software e periféricos de computadores; carros e autopeças; eletrônicos de consumo; e artigos de decoração, diz o relatório. A previsão é que essas mesmas categorias conduzam o crescimento das vendas online também em 2008.

“Prevemos um crescimento de aproximadamente 29 bilhões de dólares transacionados diretamente online em 2008 através de varejistas de e-commerce na comparação com 2007”, diz o relatório.

“Do total do e-commerce, as vendas online de roupas, acessórios e calçados devem ser cerca de 3,9 bilhões de dólares superiores às do ano passado, seguidas por 3,2 bilhões de dólares adicionais movimentados em compras online de hardware, software e periféricos de computadores.”

De acordo com o relatório, os varejistas online destinaram 53% de seus orçamentos de marketing para conquistar novos clientes e 21% para manter aqueles que já tinham.

“O que está liderando o crescimento das vendas online é a história dos dois consumidores que visitam a internet por razões muito diferentes”, diz em documento o analista Sucharita Mulpuru, que liderou a autoria do relatório.

Ele explica que o consumidor casual visita a internet em busca dos melhores preços, enquanto os compradores mais freqüentes gostam da conveniência das compras online e não estão necessariamente procurando pelos melhores negócios.

“Seria interessante para os varejistas reconhecer que há oportunidades significantes em ambas as audiências e que eles deveriam direcionar campanhas de acordo com cada uma delas”, diz Mulpuru no relatório.

O meio mais eficiente de chegar a novos consumidores é através do marketing por ferramentas de busca, segundo apontou a pesquisa. Os participantes do levantamento afirmaram que 35% de suas vendas foram resultantes deste tipo de marketing. Porém, as empresas estão utilizando mais as táticas tradicionais de marketing, como catálogos e malas diretas, para atrair consumidores para suas lojas na internet, de acordo com o relatório.

Uma mudança constatada pela pesquisa é que este ano os varejistas estão menos propensos a oferecer frete grátis aos consumidores. “Embora 85% dos varejistas tenham realizado algumas promoções de frete-atreladas a condições de vendas-no passado, apenas 35% deles disseram que focarão mais essas espécies de promoções em 2008”, diz o relatório.

Ao invés disso, os varejistas utilizarão iniciativas de computação social para atrair consumidores. A maioria dos varejistas disse que anúncios e widgets em sites de redes sociais serão categorias que receberão mais atenção este ano.

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