Descanse em paz, Windows Vista!

Querido diário! …querido, não… soa meio estranho… Então: simpático diário! Hoje me despedido Vista. Depois de pouco mais de um ano sendo usuário pude enfim instalar o Windows 7. A experiência foi muito boa!

Depois de ler muita gente falando bem dele, o Xandó e o Mestre Piropo, decidi testar. Decidi que a instalação seria feita ao estilo usuário trainee. Sim, bem ao estilo B.I.O.S. Antes de cair nesta tentação fiz um backup. Comecei a instalação apertando todos os botões de instalação sem me preocupar com nada. No final ele instalou-se e por curiosidade sai procurando pelos meus arquivos antigos. Para minha surpresa ele os salvou, todos, numa pasta chamada Windows.old. Nesta pasta estavam todos os meus arquivos, nenhum foi perdido.Comecei e limpar e a reinstalar todos os programas. Um a um. De cara já pude notar as suas vantagens em relação ao finado Vista. Sim, não fiz a atualização. Fui pelo caminho mais difícil.

Simpático diário, o Windows 7 é mais leve, mais rápido e até posso dizer: mais econômico. Custou menos que paguei pela mesma versão do Vista e ainda ajuda-me a economizar a bateria do notebook. Tive a sensação de ter ganho mais espaço na memória RAM e que meu processador passou a trabalhar mais leve. Afinal, o coitado sofria bastante tendo que carregar o pesado Vista que, convenhamos, estava meio fora de forma, né? Uma coisa me deixou assim… ele é um pouco parecido com o S.O. de um concorrente que tem uma maça mordida na marca. Irmãos eles não são, mas um primo dele, tenho cá minhas dúvidas, simpático diário. Aquelas luzinhas na abertura… voando… pensei que fossem virar maçãs, mas no fim, era uma janela colorida. Ufa!

Então comecei a mexer e descobri coisas muito interessantes. Instalei todos os programas e esperei algum reclamar de incompatibilidade. Não aconteceu. Todos foram instalados sem problemas. Faltava o anti-vírus, simpático diário! Mas descobri que o Windows 7 trazia além do firewall Defender o Microsoft Security Essentials, que prometia ser um anti-vírus potente e de licença permanente. Depois de instalar pedi ao meu amigo técnico que me desse um pendrive que ele acreditasse possuir alguns vírus… e não foi que ele pegou todos! Bom, dessa vez resolvi dar um crédito maior a Microsoft e por enquanto não instalei nenhum anti-vírus.

Comecei então, simpático diário, a personalizar meu computador. Escolhi fotos, músicas e alterei o meu desktop que antes tinha apenas uma imagem que ficava por tanto tempo que poderia gastar as cores. Isso acabou. Agora ela muda de acordo com o tempo programado por mim. Os notebooks, mais leves, poderiam ser utilizados de forma mais eficiente para entretenimento. Jogar? Ainda não com a perfeição que a gente exige, mas já rola uma boa diversão, bem diferente do peso que era com o Vista. Tinha até um jogo de xadrez bem legal.

Simpático diário, lembrei do dia em que confessei a você minha tristeza ao ter que fazer um upgrade na minha máquina apenas para poder instalar o Vista. Agora, desabafo de felicidade, ao perceber que não precisei gastar com mais nada e a minha máquina melhorou bastante. Ganhei mais memória e um processador mais leve. Lembrei que quando estava com o finado Vista o medidor de atividade do processador estava no mínimo entre 35% e 45% quando não colava. O meu medidor de memória, coitado, partia sempre de 45%. Agora, o meu humilde DualCorecom 2,5 Gb trabalhava abaixo dos 20% e o processador chegava a descansar quase que completamente.

Eu precisava ainda testar o desempenho do Windows 7 em netbooks e mininotes. Daí pedi que instalassem em dois nets e em um mini-note de mesma marca o Windows 7. Foi feito. Aí instalamos o Vista em um e em outro mini-note o W7. Os nets funcionaram muito bem , mas os notes… funcionaram bem melhor. Ligamos os dois minis da HP ao mesmo tempo e o W7 estava pronto para uso um minuto mais rápido que o finado Vista. Filmamos em um celular para mostrar a quem não acreditasse. O teste foi simples, mas seria algo que o consumidor pudesse perceber. Mostramos a uma cliente que estava reclamando que o mini estava pesado e quando ela viu o modelo com o W7 ficou encantada e decidiu reservar um para comprar amanhã, 22/10.

Depois que terminei de instalar tudo, eu até gostei, mas imediatamente senti falta da simplicidade do XP e temi que nossa relação não viesse a ser duradora. O bom é que ele tem um “Quê” da simplicidade do XP e uma parte da inovação gráfica do Vista e que poderia rodar meus programinhas XP, sim, em modo virtual, mas eu poderia voltar a rodar alguns programinhas que eu gostava no velho e bom XP. Simpático diário, sinto que o W7, mesmo ainda a dar seus primeiros passos, parece ser um atleta da Microsoft, pois foi gerado com leveza, beleza e muitas recursos. É como um atleta: mais leve, mais rápido e mais bonito. Ele ainda consegue estar bem ao meu gosto por ser flexível.

O mais interessante, simpático diário, é que, para que eu fique como o W7 vou precisar perder uns quilos de Vista que me deixam um pouquinho mais pesado para alguém que deseja ser mais leve, mais rápido e por que não-menos feio.

A relação com o W7 começou bem. Bem como todas as relações duradouras devem começar. Tomara que se mantenha assim. Ao ver o finado Vista descer à cova, na sua última morada, digo, última instalação, não me emocionei. Apenas contemplei o baixar à sepultura de um S.O. que, coitado, dava muito trabalho para carregar.

Simpático, diário, não me restou outra frase a não ser desejar que descanse em paz. Quanto ao W7, era reiniciar e andar mais rápido, mais leve e quem sabe rodar com ele por um bom tempo, pois a vida, mesmo necessitando de pausas, precisa ser mais rápida e por que não dizer, mais leve.

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