Round 2:Pais protestam contra a prisão dos filhos briguentos

Talvez exista uma explicação para o fato dos 40 garotos presos em Brasília por conta de uma briga acertada pela internet, continuem com a onda de violência entre jovens da classe média alta na capital federal. Quem pensou que os pais apoiariam a conduta da polícia, enganou-se. Uma reportagem realizada no jornal local trouxe a informação de que a grande maioria dos pais protestou em frente à delegacia pela conotação de `prisão` a que os jovens foram submetidos.Alguns ameaçaram processar a PM.

“Dá um ‘pisão’, dá um ‘pisão’ na goela desse moleque. Vai, mata ele”. Este é um dos trechos de áudio de uma briga combinada pela internet que foi filmada por um aparelho de celular e publicada no YouTube. Além de marcarem asbrigasalguns jovens do Distrito Federal as gravam e publicam em sites de relacionamento tipo Orkut. Ao contrário do que muitos imaginam o problema é mais grave do que parece. A falta de limite e a sensação de ‘popularidade’ daqueles que participam das brigas estimulam fatos mais graves como o que aconteceu com os adolescentes que queimaram vivo o índio Galdino.

As brigas arranjadas pela internet entre membros de famosas escolas particulares possuem um código de conduta. O lugar tem que estar limpo e as brigas devem acontecer apenas com as mãos e não podem ser utilizados qualquer outro objeto. Parece a montagem de um show. Chegam as turmas e a briga começa. A euforia toma conta, a pancadaria rola e ninguém separa.

A que foi arranjada pela internet no dia 6 de fevereiro deste ano onde 40 jovens foram presos, a PM só chegou ao local após ser alertada por quatro ligações .

Em Belém (PA) as brigas, desta vez entre meninas, terminaram em morte. Em 2008 uma adolescente foi assassinada na própria sala de aula resultado de uma vingança. Brigas entre adolescentes são comuns nesta idade, pois a testosterona está à flor da pele. O que não é comum é transformar isso em um espetáculo que sabe lá como terminará. O melhor depoimento foi dado por um jovem que não quis se identificar:- “Enquanto eles marcam a briga e ficam se matando eu levo as gatas deles pro cinema.”

Saiba mais: O Caso Índio Galdino

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