Pesquisa Harvard:Buscas no Google poluem a atmosfera

O físico Alex Wissner-Gross, da Universidade de Harvard, nos EUA coordenou uma série de pesquisas sobre o impacto ambiental provocado pela utilização do Google. Os resultados aos quais chegou explodiram na semana passada nos principais jornais do mundo: “Duas buscas no Google geram tantos gases quanto ferver água numa chaleira elétrica. Parece pouco, mas multiplique isso por 200 milhões de buscas diárias feitas em todo o planeta. O desastre é enorme e está feito”, diz Wissner-Gross.

Na Universidade de Harvard ele descobriu que uma busca típica no Google em um computador de mesa gera cerca de sete gramas de dióxido de carbono. Valendo-se de equipamentos que medem o consumo médio de energia a cada comando dado em um computador, Wissner- Gross chegou a suas conclusões. “A chaleira emite cerca de 14 gramas de dióxido de carbono, o equivalente a dois cliques para realizar uma pesquisa.” O Google é um dos sites mais rápidos do mundo e é justamente nessa excelência de serviço que mora o problema: a sua eficiência e a rapidez só são possíveis porque ele utiliza diversos bancos de dados ao mesmo tempo – como aciona mais fontes simultaneamente, produz mais dióxido de carbono em relação a outros sites que lhe fazem concorrência, mas não dispõem da mesma agilidade e quantidade de informações.

O problema é que poupar de um lado é prejudicar de outro. No campo ambiental os computadores são vitais no monitoramento de devastação das florestas, mas por ironia do destino o mesmo computador atua como um predador.Caso nada seja feito, essas emissões tendem a crescer na casa dos 5% ao ano.

Google Verde

Preocupado com essas questões, o Google lançou a versão “verde” do seu site de buscas. Chamado Blackle, ele possui fundo preto e isso economiza o equivalente a 14 watts por acesso. Não é muito, mas nas palavras do Google: “Se cada um fizer a sua parte, podemos salvar o planeta.”

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