O Gênio da Lâmpada.

[photoframe size=large desc='SIM! EDISON ERA PARCIALMENTE SURDO!' align=center folder='wp-content/blogs.dir/33/files/o-genio-da-lampada' filename='edison_animado.gif']

Milan é uma cidadezinha americana que fica no estado de Ohio. Hoje é um dia comum na vida dos habitantes de Milan, exceto para o reverendo Engle, professor da única sala de aula daquela cidade. Estamos em 1855. O Reverendo Engle discute com a mãe de um menino e uma de suas frases entra pra história: “Minha senhora, o garoto é confuso da cabeça, não consegue aprender!”.

Três meses depois o garoto sai da escola e nunca mais volta. As queixas do Reverendo dessa vez eram que o garoto recusava-se a fazer as lições.

Sua mãe, Miss Nancy, é uma ex-professora casada com um pequeno comerciante chamado Samuel Edison. Ela dedica especial atenção aos estudos do garoto. Thomas Alva Edison(1847-1931) é o caçula de sete filhos. Para ajudar no sustento da casa vende guloseimas e jornais nos trens da Trunk Railroad, que vai de Port Huron a Detroit e sobra tempo para leitura. Em um vagão instala um laboratório para realizar suas experiências e quase põe fogo no trem. Um de seus primeiros empregos é como telegrafista, mas logo é demitido, pois para combater o tédio da atividade passa a enviar trotes.

Aos 21 anos, Edison registra seu primeiro invento: uma máquina de votar. Ninguém se interessou por ela. Aos 22 anos inventa um indicador automático de cotações da Bolsa de Valores. Para esse invento consegue um comprador e ganha 40 mil dólares.

Muda-se para Nova York e lá monta um laboratório próprio. Edison realmente não desistia e o ‘inusitado’ era sua marca registrada. No Natal de 1871 casa-se com Mary Stilwell, uma jovem de 16 anos que era perfuradora de fitas telegráficas. Edison a pediu em casamento batendo uma moeda numa mesa em código morse. Ela morreria 12 anos depois de febre tifóide. Casa novamente, desta vez, com Nina Miller. Ao todo Edison é pai de seis crianças, três de cada mulher.

Em toda a sua vida Edison registrou 1093 patentes, um recorde até hoje nunca superado. Dentre as suas criações estão o trem elétrico, o projetor de cinema, o microfone a carvão, o fonógrafo(gravador), o telégrafo automático e as pilhas alcalinas (1883), dentre outros. Edison também desenvolveu casas pré-fabricadas e aperfeiçoou o telefone.

Porém, nada é mais estranho que duas das maiores invenções acústicas (que dependem da habilidade de poder ouvir bem) foram desenvolvidas por um homem quase surdo.

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Durante esse período da sua vida, a surdez de Thomas Edison começou a tornar-se evidente. Edison dava duas versões para o problema: A primeira teria acontecido num dia em que Edison estava atrasado ao voltar para o combóio. O condutor, querendo ajudar, puxou-o para dentro de um vagão de carga pelas orelhas! Segundo Edison, ” … eu senti alguma coisa estalar dentro da minha cabeça… A minha surdez começou nesse instante e nunca mais progrediu…”. A segunda versão está relacionada a um incidente no laboratório que Thomas Edison obteve a permissão de montar num vagão de bagagem vazio. Alguma coisa correu mal e um incêndio começou. Umoficialo ajudou a apagar o fogo e ficou tão zangado que puniu Edison aos tapas batendo várias vezes nas orelhas dele com as mãos ( conhecido ‘telefone’). Segundo ele, “apanhei tanto que fiquei meio surdo…”

Mas para o médico que cuidou de Thomas Edison já adulto a surdez talvez fosse causada por uma “doença degenerativa congênita” (presente já desde o nascimento) que poderia ter sido desencadeada por um trauma (um choque)”. Ainda na infância, Thomas Edison teve uma série de infecções de ouvido que não foram correctamente tratadas. Pelo menos numa delas, houve a retenção de fluido no ouvido médio. Artrite também foi mencionada como causa. Além disso, também teve escarlatina.

Independente do que tenha sido, ele uma vez disse: “Eu não ouço o canto de um pássaro desde que tinha treze anos”.

Thomas Edison conseguiu construir, com sucesso, um quintofonógrafo que possuia uma tela ligada a um dos seus fonógrafos: uma das primeiras versões do “cinema falado”.

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A mais famosa de todas as suas criações foi a lâmpada elétrica. Em 21 de outubro de 1879, depois de milhares de tentativas, consegue desenvolver uma lâmpada que fica ligada por 45 horasseguidas. Enquanto ela brilhou Edison ficou acordado no laboratório. Depois que ela apagou, ele também desligou-se. Desmaiou exausto e dormiu de roupa e tudo por 24 horas seguidas. O desafio apesar de simples era por demais extenuante. Ele precisava descobrir um material que ficasse incandescente quando a corrente elétrica passasse por ele e depois fazer um fio fino desse material. Esse material fino deveria ficar dentro de um bulbo do qual o ar tivesse sido retirado, pois Edison sabia que o oxigênio facilitava a combustão. Numa época onde os inventores trabalhavam sozinhos, Edison contava com mais de 60 pesquisadores sob seu comando. Testaram de tudo, até o fio de barba dos colegas, até que um dia conseguem realizar o feito utilizando o algodão carbonizado. Hoje elas são de tungstênio e até a gás, mas ainda são lâmpadas.

Edison foi o fundador da Edison Eletric Light Company que mais tarde se transformaria na General Eletric-a grande GE.

Certa vez ao tentar, pela milésima vez fazer a lâmpada funcionar, Edison foi desestimulado a continuar as experiências, pois ‘já tentara mil vezes e não conseguira fazer a lâmpada funcionar’. Resoluto, Edison respondeu: “Amigo, eu acabei de descobrir 1000 maneiras de como não fazer uma lâmpada funcionar.” Uma duzentas tentativas depois ela acendeu.

Daí a frase que marcou a vida de Edison: (frase verdadeira).

Thomas Edison inventou a lâmpada, mas não inventou a energia alternada ou AC. Edison descobriu um croata chamado Nikola Tesla que a havia descoberto e o contratou. A descoberta de Tesla foi mal negociada entre ambos. Brigaram e Tesla associou-se a Westinghouse. Este último ofereceu-lhe uma proposta bastante rentável.

Como Tesla não registrou sua idéia outros a reivindicaram e o nome de Tesla se perdeu na confusão. Tesla inventou o motor á indução e o sistema de energia AC. Mais recentemente outra idéia de Tesla vira realidade-a energia enviada por ondas.

Mas o gênio da lâmpada não parou.

A sua invenção mais popular foi a utilização prática da iluminação eléctrica. Antes mesmo de ter desenvolvido totalmente a sua invenção, criou a companhia de iluminação eléctrica “Edison” que recebeu apoio financeiro imediato graças aoseu grande prestígio pessoal. Edison tinha mais de 100 pessoas entre os seus funcionários que trabalhavam em interruptores, soquetes, lanternas, isolantes e outros elementos relacionados com o projecto. Desenvolveram ainda um dínamo para fornecer energia a sistemas de luz elétrica.

A primeira demonstração prática, coroada com pleno êxito teve lugar em Menlo Park, no dia 21 de outubro de 1879, seguindo-se a inauguração do primeiro serviço de distribuição eléctrica da história instalada na cidade de Nova York em 1882, e que inicialmente contava com 85 usuários.

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Edison inventou e aperfeiçoou a lâmpada de vácuo com filamento incandescente conhecida popularmente como lâmpada eléctrica. Construiu a primeira central elétrica, (a de Pearl Street, Nova York), e desenvolveu a ligação em paralelo graças à qual quando uma lâmpada se fundia, as outras continuavam acesas.

Thomas Edison morreu em 18 de outubro de 1931.

Ao contrário de Tesla que foi esquecido e até mesmo perseguido por algumas autoridades em razão de algumas de suas invenções, Edison entrou para a história exatamente por ter sido brilhante também como empresário. O mesmo não aconteceu com Tesla.

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Edison sabia que o foco das suas invenções era ganhar dinheiro e não apenas a melhoria das condições de vida da humanidade.

Tanto foi brilhante nas duas vertentes que Edison, mesmo sendo um autodidata foi eleito membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e “Benfeitor da Humanidade” pelo Congresso Americano.

Três dias depois da sua morte, por ocasião do 52º. aniversário da lâmpada, todas as luzes dos Estados Unidos foram apagadas por um minuto.

A melhor maneira de relembrar a luz, a lâmpada e a sabedoria do Gênio da Lâmpada é, mesmo que seja por alguns segundos, perceber a falta dela.

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