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Novas Honda e novos grafismos

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45anosNo ano em que completa 45 anos de atuação comercial no Brasil, a Honda enfileira vários motivos importantes e mais do que justos para celebrar, além dos próprios 45 anos de vida brasileira. O primeiro deles é a conclusão de R$ 1 bilhão de investimentos realizados nos últimos 5 anos, uma quantia respeitável, sobretudo levando em consideração que a maior parte dessa soma foi investida na área produtiva da empresa, como uma fundição e uma fábrica de tubos para construir chassi de suas motos, ou seja, em novas instalações e facilidades na gigantesca fábrica da Honda em Manaus (AM).

Se não bastasse esse, o diretor comercial da Moto Honda da Amazônia, Alexandre Curi, encheu o peito para dizer que este ano a empresa mostrará mais de uma moto nova por mês, o que também é extremamente expressivo, sobretudo se levarmos em consideração que estamos num dos momentos mais negativos vividos pelo setor de motos no Brasil. Mas para arrematar as celebrações, a Honda destaca também – com razão – a inclusão de toda a sua linha de motos nacionais no chamado “3G”, três anos de garantia mais 7 trocas de óleo grátis (motos até 300 cc) e os mesmos três anos de garantia com três anos de Honda Assistance (motos nacionais acima de 500 cc).

Linha Honda nacional com "3G"; nas pequenas, 7 trocas de óleo gratuitas e nas maiores, 3 anos de Honda assistance

Linha Honda nacional com “3G”; nas pequenas, 7 trocas de óleo gratuitas e nas maiores, 3 anos de Honda assistance

Realmente são fatos e dados impressionantes, que de certa forma explicam e até justificam porque a marca lidera com tão larga margem a venda de motos no Brasil e com margem bem menor no mundo. Apesar de não declarado, também deve ter sido motivo de celebração para os executivos da Honda, o enxugamento da linha de motos nacionais para quase a metade do que havia disponível há dois anos. Hoje a Honda mostra uma linha com “apenas” 19 modelos nacionais, mas a marca chegou a ter mais de 40 modelos e versões diferentes.

Novas CB 650F e CBR 650F

Estas duas motos foram lançadas em 2014 e chegaram para ocupar o espaço deixado por uma campeã de vendas e de preferência na categoria das 600 cc, a Hornet, e a CBR 600F. Atendendo aos requisitos das normas de emissões de poluentes, a Honda unificou o motor de ambas, criando um motor mais compacto e eficiente, tanto do ponto de vista do consumo quanto das emissões, e agora realiza ajustes para esta nova fase das rigorosas normas em vigor no Brasil, que tornam a vida dos motores a combustão interna cada vez mais difícil.

Normas de emissões estrangulam o motor

Normas de emissões estrangulam o motor

As mudanças nos grafismos seguem um reforço de imagem que os compradores dessa classe de motocicletas exigem. “Os consumidores querem status, eles desejam ser reconhecidos que estão numa moto de 650 cc, 4 cilindros, um moto que inspira esportividade e que traz status”, fala Hayato Ikejiri, da área de planejamento de produto da Honda. Por isso também a Honda atualizou as duas motos com combinações tricolores que são exclusivas para o País e que remetem a escuderia de competições da Honda, o Team HRC.

As combinações de cores – vermelha, branca e azul, com rodas douradas e a vermelha e preta, com rodas pretas – foram inspiradas nas motocicletas de competição e também são tons que trazem semelhança com as cores adotadas em motos esportivas de maior cilindrada da marca. Todo o desenvolvimento dos novos grafismos foi realizado no Brasil pelo time de designers da Honda.

No tanque de combustível há um cânister para não permitir que os vapores escapem para a atmosfera

No tanque de combustível há um cânister para não permitir que os vapores escapem para a atmosfera

Apesar de estarem na classe das motos premium, a Honda procura posicionar as duas novas motos como fáceis de pilotar, com ciclística mais simples e compacta, adequadas para o uso diário em grandes cidades ou estradas. O motor, compartilhado entre os modelos, possui quatro cilindros em linha, com sistema DOHC (Double Over Head Camshaft), duplo comando de válvulas no cabeçote, 649 cm³ de capacidade, arrefecido a líquido. A potência máxima é de 87 cv a 11.000 rpm com torque de 6,4 kgf.m a 8.000 rpm e o câmbio é de seis velocidades, com a transmissão final feita por corrente.

O sistema de alimentação do motor traz ainda um processo de indução que regula o fluxo de ar do motor. Sua função é melhorar o torque em acelerações mais bruscas. A injeção eletrônica PGMF-I(Programmed Fuel Injection) de última geração, possui quatro sensores no corpo da borboleta, responsáveis por uma leitura mais precisa.

Posição de pilotagem ligeiramente mais inclinada na CBR 650F

Posição de pilotagem ligeiramente mais inclinada na CBR 650F

Na parte ciclística, o chassi de ambos é em aço e do tipo Diamond, que fixa o motor em um posicionamento levemente adiantado, como forma de distribuir melhor o peso e proporcionar melhor equilíbrio. Nos dois modelos, a balança traseira é do tipo monochoque em alumínio fundido. Seu desenho tem forma curvilínea sobre o silenciador, à direita, sem utilização de solda. Totalmente ajustável e com curso de 43,5 mm, o único amortecedor da suspensão traseira permite sete estágios de configuração na pré-carga da mola, enquanto que na dianteira tem garfo telescópico com curso de 120 mm. As rodas traseiras e dianteiras nos dois modelos, são de 17 polegadas e o sistema de freios possui disco com diâmetro de 240 mm e cáliper simples na traseira e dois discos de 320 mm, com cáliper duplo com ABS. Não há mais versão sem ABS.

Motos compartilham tudo: chassi, motor, rodas, freios e pneus

Motos compartilham tudo: chassi, motor, rodas, freios e pneus

O painel dos dois modelos traz as mesmas informações, com indicação de velocímetro, tacômetro e relógio digitais, medidor gráfico de combustível, hodômetros parcial e total, além de avisos luminosos sobre o funcionamento elétrico dos componentes. O tanque de combustível também é igual, com capacidade de 17,3 litros. Outro item presente nas duas motocicletas é o sistema H.I.S.S. (Honda Ignition Security System), que dificulta a possibilidade de furto ou roubo. Com essa tecnologia, somente a chave original pode acionar o motor por meio da leitura de um chip eletrônico.

As duas motos estarão disponíveis nas combinações de cores vermelho e preto pelos preços públicos sugeridos de R$ 37.000,00 para a CB 650F e de R$ 38.800,00 para a CBR 650F.

Ficha Técnica Honda CB 650F e CBR 650F

Motor

Tipo DOHC, 4 cilindros, 4 tempos, refrigeração líquida
Cilindrada 649 cc
Diâmetro x curso 67,0 mm X 46,0 mm
Relação de compressão 11.4:1
Potência máxima 87 cv a 11.000 rpm
Lubrificação Forçada por bomba trocoidal
Torque máximo 6,4 kgf.m a 8.000 rpm
Alimentação Injeção eletrônica PGM-FI

Transmissão

Transmissão 6 velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Transmissão final Por corrente selada
Chassi Diamond Frame
Suspensão dianteira Garfo Telescópico / curso de 120 mm (108 mm na roda)
Suspensão traseira Mono-Shock / curso de 43,5 mm (128 mm na roda)
Freio dianteiro Duplo disco c/ 320 mm de diametro e ABS
Freio traseiro Disco simples c/ 240 mm de diâmetro e ABS
Pneu dianteiro 120/70 ZR 17M/C (58W)
Pneu traseiro 180/55 ZR 17M/C (73W)

Dimensões e peso

Comprimento 2.110 mm
Largura 775 mm
Altura 1.120 mm (1.145 mm na CBR 650F)
Peso seco 195 kg (197 kg na CBR 650F)
Altura do assento 810 mm
Distância entre eixos 1.450 mm
Vão livre do solo 150 mm (130 mm na CBR 650F)
Capacidade do tanque 17,3 litros (4,0 litros na reserva)
Capacidade do cárter 3,2 litros (2,6 litros para troca)

Sistema elétrico

Bateria 12 V – 8,6 Ah
Ignição Eletrônica
Farol (alto/baixo) 60/55W

http://www.motonline.com.br/noticia/cb-650f-e-cbr-650f-chegam-renovadas-para-2017/

SIDNEY LEVY

Motociclista e jornalista apaixonado por aquilo que faz, tem mais de 30 anos de experiência profissional sempre com motos e carros em meios de imprensa e na indústria. É editor de conteúdo do Motonline desde 2009.

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