Janela quebrada: Para onde caminha a Microsoft?

Para onde caminham a Microsoft, o Windows e o Office? Estes e outros questionamentos vêm rondando a cabeça dos CEO´s da gigante Microsoft. Não é para menos. Apesar de apresentar bons resultados em faturamento a empresa se viu de uma hora para outra diante de um dilema: o modelo adotado pela Microsoft está entrando em colapso?

Rapidamente podemos verificar como o cenário à sua volta anda dominando o mercado. O Vista ajudou a vender muita memória e a não tirar da cabeça do usuário o quanto o SO se tornou antipático. Tanto é que o Windows 7 é uma versão mais light do Vista e consome apenas 1/3 de RAM, segundo alguns testes realizados.

Os concorrentes não dão trégua, pois a gigante é muito lenta e conservadora, por isso a Apple detona quem usa PC e quem tem PC com Windows. O iPhone vende bem enquanto a Microsoft tenta fazer funcionar o Windows Móbile. O Xbox amarga um segundo lugar diante do Wii e o Facebook e o Google parecem ser o sonho das mentes mais brilhantes.

Com a tendência de ir tudo para as nuvens, a Microsoft tenta lutar em cima do que já tem, mas parece não estar dando certo. Uma esperança, o Windows Azure, ainda leva um tempo para vingar, pois ainda está na fase alfa e pretende ser uma plataforma que permite trabalhar nas nuvens em parceria com as empresas no desenvolvimento de aplicativos. Mas se você pensa que a Microsoft está sozinha neste terreno, engana-se. O concorrente chegou em 2006 com o EC2, Elastic Compute Cloud da Amazon. O Hotmail e o Messenger vão bem, mas a Microsoft tentou aventurar-se com o Windows Live e junto com ele um programa de classificados na internet que literalmente virou pó e já nasceu morto com o nome de Windows Live Expo.

Apesar de estar baixando o preço e tentando colocar o Office nas nuvens a Microsoft parece que ainda vive da mesma forma que há 15 anos. Produz, vende e dá suporte ganhando muito dinheiro com o Windows e o Office. A maioria dos analistas afirma que estagnada como está no mercado de ações e há 15 anos praticamente melhorando ou não o mesmo produto a Microsoft ainda vai enfrentar grandes turbulências com as políticas destinadas a promoção do software livre e no fornecimento de aplicativos melhores que os destinados aos Macintosh. Para fechar a lista de questionamentos em um claro momento de mudança de curso é também na arrecadação pela venda de publicidade que a Microsoft também perde para o Google. Assim fica o sentimento de que o Windows 7 será o momento no qual a lagarta vai virar uma borboleta e voar nas nuvens antes que corra o risco de ser engolida por um nevoeiro chamado internet.

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