Impressoras jato de tinta: escolha vai além do preço

De acordo com levantamento da Pro Teste, que avaliou quatro modelos a jato de tinta das principais marcas encontradas no mercado, embora importante, o custo do produto, sozinho, não deve ser o único a ser considerado durante a compra. Depois da aquisição, o gasto com cartuchos de tinta também pode acabar pesando bastante no orçamento.

Preço atrativo não significa economia

Dessa forma, dependendo do quanto é utilizada, a impressora com preço mais atrativo pode acabar ficando mais cara no final. Esse é o caso da Canon Pixma IP 1700. Embora apresente os menores preços médios em relação aos demais – entre R$ 149 e R$ 199 -, esse modelo terá um custo total de mais de R$ 1.700, após três anos de uso *, já que só o valor do cartucho preto chega a quase R$ 80. Já a Epson Stylus C79, cujo preço varia de R$ 245 a R$ 348, terá um custo total de R$ 1.266, ao final do mesmo intervalo de tempo, pois seu cartucho preto vale três vezes menos.

A diferença no custo total entre os dois modelos é de quase R$ 500, com a qual é possível comprar até dois equipamentos.

Conforme explica a Pro Teste, o custo mais baixo dos cartuchos Epson se deve ao fato de que as cabeças de impressão estão na própria impressora. No entanto, se o uso não for contínuo, as cabeças secarão, obrigando o consumidor a levar o aparelho para o conserto. Por isso, deve-se levar em conta, antes da compra, se a utilização será freqüente ou não.

Além disso, para garantir mais economia, o usuário deve evitar, por exemplo, imprimir fotos, já que o gasto de tinta é muito grande, sem falar no custo com papel especial. Nesse caso, as lojas especializadas em impressão e revelação fotográfica podem ser uma alternativa mais interessante.

Embora tenha se revelado a mais cara em relação ao custo total, a Canon apareceu como o modelo mais versátil, por apresentar mais opções, como a presença da cabeça de tinta no próprio cartucho ou a possibilidade de alimentar a bandeja de impressão com 100 folhas.

Problemas

Em todos os modelos, o principal problema apontado foi a velocidade de impressão mais lenta do que a anunciada. Nesse quesito, a Epson, que anunciou ser a mais rápida, com 22 páginas de texto por minuto (22 ppm), apresentou o pior resultado: apenas 2,4 ppm.

Já a Canon foi a mais veloz, com 5,8 ppm, mas ainda assim mostrou desempenho inferior às 13,5 ppm anunciadas. A HP Deskjet vem em seguida, com 5,1 ppm, contra as 20 páginas que divulgou, enquanto a Lexmark se aproximou do que havia anunciado: 2,5 ppm contra 5 ppm.

*Preço do produto amortizado ao longo do tempo, mais a impressão de 800 páginas em preto-e-branco, 400 em cores e 40 fotografias.

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