FRAUDE NASDAQ: Bernard Madoff ganha versão boneco

Se você é masoquista ou está tentando praticar o Vudu (magia que impõe supostos sofrimentos ao desafeto ao espetar objetos em um boneco feito à imagem da pessoa) já tem na internet seu fornecedor. O boneco de Bernard Madoff (aquele que bolou uma grande fraude na NASDAQ) pode ser adquirido por apenas US$ 149,99.A versão é limitada e vem com um luxuoso relógio banhado a ouro 24 quilates e um punhado de pequenas notas de US$ 100.

A criação é de Emil Vacale, de Connecticut, nos Estados Unidos, e faz parte de sua coleção de figuras famosas do mundo. Madoff, em sua versão boneco, aparece com um terno e gravata pretos e um lenço branco. O homem é acusado de fraude de US$ 50 bilhões.Vacale, que vende seus produtos no site www.herobuilders.com ,afirma que o boneco pode ajudar as pessoas atingidas pela suposta fraude a descarregar a raiva.

O estrago causado por Madoff foi tão grande que uma de suas vítimas, a americana Maureen Ebel, de 60 anos, antes milionária , em poucos dias estava fazendo faxina para uma mulher de 93 anos. Depois da confissão de Madoff, Ebel se deu conta de que todas suas economias haviam evaporado. A enfermeira aposentada recebia US$ 400 mil por ano como rendimento do dinheiro investido nos fundos.

Celebridades também não escaparam. O ator Kevin Bacon e sua mulher e atriz Kyra Sedwick foram as primeiras celebridades a admitir o rombo financeiro em suas contas. O célebre apresentador da CNN, Larry King também perdeu suas economias nas mãos de Madoff. O jornalista pode ter perdido US$ 1 milhão.

O esquema criado por Madoff foi descoberto no fim de 2008. O mega investidor prometia altos retornos para as aplicações que administrava, mas na realidade o rendimento pago a seus clientes vinha da entrada de novos investidores. Quando a crise estourou, houve uma corrida para resgatar as aplicações e a fraude foi descoberta. O esquema é bastante semelhante com o que ficou conhecido pelos economistas e pelo mercado como esquema Ponzi. A fraude ficou conhecida pelo sobrenome de seu criador. O italiano Charles Ponzi inaugurou esse tipo de golpe nos EUA, na primeira metade do século XX. Assim como Madoff, ele usava os investimentos de clientes antigos para pagar os novos. Descoberto, Ponzi foi preso. Ele viveu seus últimos anos no Rio de Janeiro, onde morreu na miséria.

P.T. Barnum, rei da fraude, afirmava no Século XVIII: “O mundo quer ser enganado.” Parece que ele estava certo. A propósito: a edição tem apenas 250 unidades.

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