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EDITORIAL – Por um motociclismo responsável

deuxamoto

Todos que andam de moto conhecem sobre o prazer, a liberdade, companheirismo etc e tal a respeito do motociclismo. Mas há uma grande maioria que, apesar de ter ideia disso, não pratica o motociclismo responsável.

Estamos falando de falta de atitude. Não de atitude do governo, de quem não devemos e não podemos esperar nada diferente do que ele já faz contra nós. A falta de atitude é nossa.

Apenas no Ceará somos mais de 1,2 milhão de motos e detém cerca de 21% da frota do nordeste. A frota de motocicletas no Brasil atingiu 13,12 milhões. Com todo esse número gigantesco ainda falta atitude responsável por parte do motociclista.

Muitos culpam o governo, a péssima formação fornecida pelas autoescolas, as falhas no sistema viário, a falta de segurança e por aí vai. Apesar de estarem parcialmente certos, a falta de atitude responsável por parte dos motociclistas só piora os índices e as reações contra.

Motociclismo responsável não é apenas ser um bom piloto. É também lutar pelos nossos direitos, cobrar do governo e rejeitar as medidas absurdas que tomam contra nós. Para entender a força do motociclismo, seja ele de frete, moto-taxi, motoclubistas, mototuristas; se os motoboys de São Paulo pararem, São Paulo para e vem aí o caos, pois, apesar da tecnologia, muitas encomendas e documentos não podem ser enviados apenas virtualmente.

20150911032619Infelizmente a baixa capacidade de mobilização quando comparamos as outras classes de usuários e trabalhadores; é ainda muito fraca e assim dependemos de alguns poucos guerreiros que lutam por nós, enquanto não fazemos a nossa parte. Chegou a hora de sair do assento da moto e buscar a mudança de posturas. Sem isso, nada vai mudar. Só piora.

Vamos a algumas delas.

1 – Rodar sem CNH, motos com licenciamento vencido. Engana-se quem pensa que o problema é falta de dinheiro, mas há um número grande de pessoas que pilotam motos e que tem grana e não tem CNH.

2 – Beber, usar drogas, tomar remédios sem ler a bula ou informar ao médico ante de pilotar.

3 – Motos sem manutenção e com pneus ‘remolde’ ou recauchutados, e ainda os reabertos.

4 – Disputar corridas nas estradas e avenidas das cidades. Excesso de velocidade.

5 – Disputar espaço com carros e ônibus.

6 – Realizar manobras de exibição em lugares inadequados.

7 – Carregar na moto peso acima do permitido e mais de duas pessoas.

8 – Não usar corretamente o capacete, não usar capacete, viseira levantada, não usar o capacete correto e equipamentos de proteção básicos como jaqueta, luvas e botas.

9 – Não colocar sequer um alarme na moto e nem mesmo um rastreador e muito menos fazer seguro. O valor destas proteções é muito inferior ao preço da moto e infinitamente menor que todos os aborrecimentos e frustrações provocadas pelo prejuízo de ter a moto roubada, quando não se perde a vida tentando salvar a motocicleta.

10 – E por último, pois existem vários outros, a falta de bom senso. Quando você consegue pilotar carregando o bom sendo na jaqueta e amarrado à sua moto, tudo muda para melhor.

5-dicas-de-como-evitar-roubo-de-moto-02Apesar das autoridades não fazerem a parte deles, não custa nada fazer a nossa parte. Já seria um bom começo. Porém, a parte mais importante de todos os itens, até mais importante que o bom senso será a mobilização. Precisamos ir às ruas nos mobilizar contra todas as aberrações e preconceitos. Só assim poderemos mudar aquilo que nos incomoda.

Não contamos com a ajuda dos fabricantes, que, na sua maioria, salvo alguns poucos, interessam-se apenas por vender motos, mas existem outros aliados fortes que podem juntarem-se a nós nesta cruzada.

A cidadania não é só usufruir dos seus direitos de cidadão. É também cumprir com as suas obrigações e “as suas obrigações” ninguém pode fazer por você. Apesar de sabermos de cor a lição, ainda nos falta uma liderança. Mas não será por isso que você vai deixar de, pelo menos, fazer a sua parte.

 

 

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