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Diário de Bordo – Retornando de Brasília para Fortaleza(CE) – Brasília – Chapada Diamantina(BA)

Tinha chegado em Brasília junto com meu amigos para o XI Brasília Moto Capital no dia 22/07/2014. Pude realizar meu sonho em participar desse grande evento. Alem disso, pude conhecer outras cidades, estradas, conhecer grande parte de Brasília e ainda assistir o Moto GP 1000 e tirar uma foto com o grande piloto de Motovelocidade Alex Barros, graças ao meu amigo Wagner Duarte. Seu filho, José Duarte, é piloto da categoria 250cc em uma das equipes do Alex Barros. Tudo tava perfeito, mas tinha que começar a retorna a Fortaleza.

Passamos, eu e Fernanda,  7 dias em Brasília hospedado no apartamento da D. Zildene junto com seus filhos Rodrigo, Tiago e sua sobrinha Daniela. D. Zildene é prima do nosso amigo Lauro do MG Fox Moto Grupo e Nômade Bate Pino. Ela foi espetacular nesse tempo em que passamos na casa dela.  Somos muitos gratos por esse tempo em que ela nos abrigou como se fossemos da família, mas tínhamos que prosseguir viagem, pois a Chapada Diamantina nos esperava.

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Caminho de volta para casa – Rumo Chapada Diamantina (28/07/2014)

Bem que tentamos, mas não conseguimos acordar cedo. Os dias que passei em Brasília, foram poucos os que conseguimos acordar cedo. Sempre tava muito frio e clareava mais tarde. Desci para arrumar a moto por volta das 7 horas enquanto a Fernanda terminava de tomar café. Depois de tudo arrumado D. Zildene, seus filhos e sobrinha nos acompanharam até nossa saída no condomínio. Nós estávamos tristes em ter que partir, mas era necessário. Tiramos algumas fotos de despedida e em seguida saímos com o coração apertado, pois tínhamos criado um laço de amizade muito grande.

Saímos em direção a cidade de Correntina na BA por volta das 09 horas, com um clima bem frio. Escolhi voltar por Correntina, BR 349, devido ao conselho do CBOB, pois ele falou que lá havia um local para banho muito bom e bonito chamado 7 Ilhas. O retorno foi pela mesma estrada que vinhemos a Brasília até Posto Rosário na divisa de Goias e Bahia. Depois do posto seguiria por volta de 20Km até um entrocamento entre a BR 020 e a BR 349, Onde seguiríamos por ela até Correntina.

Então, até o Posto Rosário a estrada  não  era novidade. Procurei fazer os abastecimento nos mesmos posto no percurso para Brasília anteriormente. Abasteci em Planaltina por volta das 09:30, Santa Maria por volta das 11:45 após rodar 217 Km, aproximadamente. Chegamos ao Posto Rosário por volta das 13 horas depois de rodarmos 113 Km aproximadamente. Aproveitamos para fazer um rápido almoço.  Não tínhamos tanta presa pois estávamos de férias. Por volta das 14 horas seguimos viagem e pegamos o entroncamento a esquerda, BR 349 em direção a Correntina.

Agora tudo seria  diferente, pois não andávamos mais em grupo, era só eu e a Fernanda. Ritmo de viagem e velocidade mais lentos, com mais atenção para não ter nenhuma surpresa, pois não conhecia a real condições  dela e era nova pra mim . Apesar do CBOB ter me garantido de que ela estava boa não podia confiar 100%. Realmente a estrada era mediana para boa, mas um pouco estreita e quase sem acostamento. As paisagens eram as mesmas do chapadão entre Luís Eduardo Magalhães e Posto Rosário na BA, BR 020.

Chegamos em Correntina por volta das 16 horas. Abasteci e fui a procura do Hotel Pousada Sonhos, indicada pelo CBOB que ficava na saída da cidade. A pousada era boa, com quartos limpos, ar condicionado, boas camas e um bom café da amanha. Quando nos acomodamos na pousada já passava das 17 horas. Então deixamos para conhecer o banho nas 7 Ilhas no outro dia. Jantamos num quiosque em uma praça próximo a pousada e depois fomos dormir.

Acordamos cedo, fomos tomar café e em seguida fomos conhecer as 7 Ilhas. Valeu termos conhecido as 7 Ilhas. Dar-se esse nome pois existem 7 Ilhas onde o Rio das Éguas passa por entre elas formando uma paisagem muito bonita. Os nomes das ilhas são; Ilha da Juventude, Ilha da Melhor Idade, Ilhas das Crianças, Ilha das Flores, Ilhas dos Casais e Ilha dos Namorados. As Ilhas são ligadas umas as outras através de pontes de madeira. Entre elas formam corredeiras e locais calmos para banho. Pode-se encontrar toda uma infra-estrutura turística com banho, banheiros, artesanatos e restaurante. Realmente aconselho para quem não conhece passar por lá quando tiver oportunidade.

Após Fazermos a visita as 7 Ilhas voltamos a pousada para encerrarmos a conta e prosseguir viagem, já que nosso destino era a Chapada Diamantina.

Caminho de volta para casa – Correntina – Morro do Pai Inácio / Chapada Diamantina (29/07/2014)

Encerramos a conta e saímos de Correntina por volta das 10:30 em direção ao Morro do Pai Inácio. Como meu copiloto, Prof. Maurício, meu pai, havia falado sobre a BR 349 que após Correntina era provável que a estrada não tivesse muito boa. Todos meus roteiros da viagem sempre passava para ele analisar, me dar opiniões, sugestões e mudanças, caso necessário. O apelido, “Professor”, já diz tudo. Com milhares de quilômetros de estrada em duas rodas, ele era meu apoio para minhas duvidas. Toda saída e chegada eu sempre mantinha contato com ele para pedir informações e também fornecer.  Ele em Fortaleza e eu na estrada.

Rodamos  pela BR 349 cerca de 145 Km até Bom Jesus da Lapa, passando antes por Santa Maria da Vitória. A estrada não estava ajudando. Parecia que eu tinha voltado ao Piauí. As irregularidades da estrada predominavam nos levando ao desconforto. Além do asfalto irregular o GPS, também, estava com a síndrome do Piauí, não funcionava. Ao chegarmos em Bom Jesus da Lapa, cruzando o Rio São Francisco, podemos avistar uma formação rochosa a nossa esquerda, onde havia tipo um Santuário em uma Gruta. Era muito bonito essa formação, mas não paramos para visita, só para abastecer e um breve descanso, pois a estrada estava maltratando. Por volta das 12:45 saímos de Bom Jesus da Lapa em direção a Ibotirama, BA 160, e a estrada permaneceu do mesmo jeito com remendos muito mal feitos. Não sabia se acelerava para diminuir a trepidação, mas correria o risco de me deparar com  alguma surpresa, pois a estrada era estreita e não a conhecia. Então resolvi manter o ritmos e sofrer mais um pouco.

Chegamos em Ibotirama por volta das 14:30 após rodarmos aproximadamente 143 KM. Ao chegarmos no posto tomamos um susto devido uma policial da PRF esta fora da viatura com uma metralhador e seu parceiro acompanhando o abastecimento da viatura. Fernanda falou que era bem provável ela ser recém-formada e estava, ainda, no estado de vibradora. Tive até vontade de tirar uma foto, mas não ia cutucar a onça com vara curta.

Resolvemos descansar um pouco e fazer uma merenda rápida no posto antes de seguirmos para o Morro do Pai Inácio. Já que para chegarmos em Ibotirama só faltou o calor do Piauí.

Saímos por volta das 15 horas, já na BR 242. Tínhamos sido informado pelo patrulheiro da PRF, que conversou um pouco comigo no posto, que a estrada estava muito boa e as subidas das serras antes de Seabra tinhão sido alargadas para melhorar o tráfego de carretas. Com essa informação seguimos viagem.

A estrada realmente estava muito boa e a paisagem melhor ainda. Muitas curvas, subidas, descidas, vales, grandes retas e uma paisagem espetacular, onde proporcionou lindas fotos registradas pela Fernanda na garupa de minha moto. Podemos desenvolver um ritmos muito bom a pesar do grande tráfego de carretas. Elas sempre nos respeitavam e facilitavam nossa passagem, diferente de FDP no caminho de ida para Brasília. Chegamos e Seabra por volta das 16:45 após rodarmos aproximadamente 195 KM. Fizemos um rápido abastecimento e seguimos ao Morro do Pai Inácio que já estava bem próximo, cerca de 35 KM. Chegamos na Pousada do Morro do Pai Inácio, que ficava em frente ao Morro, por volta das 17:40. Um paisagem perfeita! Um lindo Vale como nunca tinha visto. Então resolvemos nos hospedar na pousada.

Aleksander Soares.

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