Dia da Mulher: Decifrando o Código ‘Fofo’.

É dia de apresentação do novo chefe da área de TI de uma conceituada empresa. Não bastasse a ansiedade que é normal nestes casos onde ocorrem troca de comando, o melhor ainda estava por vir. Ao abrir a porta do setor, entra junto com o diretor da empresa, uma mulher. Sorrisos amarelos, todos se levantam e o comunicado é feito-“Senhores, esta é fulana sua nova chefe!”

Bom estava criado o clima. Ti é tradicionalmente uma seara apenas de homens. A maioria das mulheres são usuárias e só. Certo, elas estão cada vez mais usando e colaborando para que a tecnologia se desenvolva. Isso não é só em TI-está presente em todos os ramos de negócios.

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Já faz algum tempo que as mulheres começaram a mandar também nas novidades tecnológicas. O conceito ‘fofo’ criado por elas parece ser o balizador de tudo ou quase tudo que entra de novidade. Certa vez um amigo meu que é designer disse-me que o mais difícil hoje é fazer produtos que tenham design unissex, pois cada vez mais as mulheres exigem que sejam bonitos e fáceis de usar. Celulares exclusivamente masculinos são raros, pois elas são as que mais trocam de celular ou por que ganham ou por que gostam da novidade e novidade é coisa de mulher.

A minha curiosidade sempre foi muito grande a respeito de entender a cabeça das mulheres e inclui nesta árdua luta que nem Freud conseguiu explicar; entender e poder traduzir o conceito ‘fofo’. E segui eu de Quixote nesta árdua cruzada até que consegui, perguntando a todas com quem pude falar, a abertura do Código ‘fofo’ e pelo que entendi acho que cheguei bem perto de decifrá-lo. Segundo minhas amigas e outras mulheres de várias idades com quem conversei, o fato comum para a definição de produto ‘fofo’ é aquele que é ‘lindo’, ‘fácil de usar’, ‘delicioso’, ‘prático de guardar’, ‘funciona bem em todas as situações’, ‘avisa você de tudo que está errado’, ‘está na moda’(sim, não basta ser lindo, tem que estar na moda), ‘exclusivo’ (claro, elas detestam produtos iguais as das outras) ou ‘customizável’-como elas mesmas definem: ‘meu toque pessoal’ ou ‘transferir ao produto o estilo’ delas e seu ‘charme’ (outra palavra que só elas entendem). Enfim, resumindo numa palavra que nós filhos de Adão compreendemos seria algo como “All in one and little bit more “.

Para entender o conceito ‘fofo’ precisamos dissecar o ‘Tudo em um e um pouquinho mais’. Vamos nos deter no ‘pouquinho a mais’. Partindo do pressuposto que entendemos o que é ‘fofo’ precisamos assimilar o tal ‘pouquinho a mais’. Ocorre que o conceito Unissex que proliferou a partir da Década de 60’ está de volta, só que agora na tecnologia. Um exemplo disso é o iPhone. Ele tem um design nem tanto masculino e nem totalmente feminino. A diferença entre o iPhone de uma mulher e o de um homem não está apenas no uso. Esta semana (03/03) foi lançada no Brasil, pela Hightech Soluções, uma solução inovadora: a “Soft Skin Grip”, uma resina protetora com material de alta resolução e design diferenciado. O acessório personaliza os aparelhos de forma moderna e protege os equipamentos com uma camada fina contra impactos, quedas, riscos e arranhões. Além disso, permite uma textura agradável e suave ao toque, além de possuir uma superfície antiderrapante e aderente, ou seja ‘fofo’.

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Continuando na nossa busca incessante sobre a compreensão do ‘pouquinho a mais’ podemos afirmar que ser lindo e customizável é a base do conceito ‘fofo’ na sua totalidade, em tecnologia. E elas não apenas entendem tecnologia como TI, mas como tudo que é novo e que melhora a vida delas. Vejamos outros exemplos:

O sagrado território da cozinha pode até ser decorado por elas, mas nós já estamos invadindo essa praia e fazendo bonito. Na realidade as mulheres sempre detestaram cozinha e essa de vir para as nossas mãos é só mais uma inteligente jogada delas. A gente cozinha, elas gostam e, ego massageado, a gente acaba ficando, ficando e nunca mais sai da cozinha. Mas quando se trata de decorar ou incluir um novo equipamento no sagrado território elas, entram e discutem de igual para igual. Por isso já detectaram que a tecnologia na cozinha precisa estar em todos os aparelhos, tornando a vida delas muito mais prática e poupando um tempo enorme. É apertar um botão e pronto! Está feito!

Antigamente os fogões eram a lenha, mas hoje os fogões são mais ‘fofos’ e possuem vários recursos que vão desde ao banal acendedor automático até o perfeito grill com inteligentíssimo desligamento automático. Para entender o que é um fogão ‘fofo’ ele precisa ter um sensor que na realidade é o tal ‘pouquinho a mais’ que elas tanto falam.

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Tecnicamente falando a patente de modelo de utilidade para o sistema ‘meios eletrônicos e mecânicos de contenção de leite em ebulição e desligamento automático do fornecimento de gás’ é compreendido por uma haste vertical alongada, que tem na extremidade inferior um sensor de temperatura e um anel metálico, um sensor para toque de leite, um circuito transmissor, um grampo prendedor, que reúne componentes de modo a efetuar o desligamento do queimador de gás em condições especiais, ou seja, quando o leite ferve, e permite ainda a(o) cozinheira(o) que programe o tempo de um cozimento qualquer a uma dada temperatura, conforme a receita sugerir, sem a necessidade de ficar cuidando, pois o sistema desliga automaticamente o queimador de gás quando são satisfeitos os ajustes de temperatura e tempo. O sensor é removível do utensílio doméstico (panela ou leiteira), podendo ficar pendurado junto ao fogão ou guardado, quando funcionar através de radiofreqüência.Resumindo: de tanto elas reclamarem os engenheiros quebraram a cabeça para evitar que o arroz queime ou que o leite derrame enquanto elas fazem outra coisa.Isso é o que se chama de um fogão ‘fofo’.

Outro grave problema que o ‘pouquinho a mais’ resolveu foi nos carros. Quem já viu uma mulher estacionando um carro sabe do que estou falando. Elas reclamaram tanto disso que, os engenheiros voltaram a quebrar a cabeça e conseguiram colocar nos automóveis câmeras externas para que o pára-choque traseiro seja visto sem precisar olhar para trás, quando for para dar ré. O câmbio automático é outra coisa que elas adoram. Carros maiores? Sim! As divas precisam levar as crias, as compras e às vezes as amigas e os filhos das amigas e agora o maridão encharcado de pinga por conta da lei-seca. Os carros precisam ser altos. Quebra-mola é uma coisa chata de se passar, pois tem que frear o tempo todo.E tem os carros Flex… O elevado senso de economia das mulheres provocou outra reviravolta. Hoje os Flex são os preferidos delas e tem uma razão simples-olham o preço na bomba e levam o mais barato, assim sobra dinheiro para comprar coisas mais úteis como a tecnologia embarcada nos produtos de beleza.

No campo cosmético, podemos citar a Natura e a Nívea como as campeãs de venda dos produtos mais caros do tipo anticelulite, anti-rugas, anti-pé-de-galinha, anti-pele-de-peixe, anti-qualquer-coisa que as deixem ásperas, ressecadas e com aparência de mais velhas. A pesquisa tecnológica neste campo é imensa e elas querem mais! Basta notar o tempo que uma mulher perde no banho da noite que tem vários estágios e que usa muita tecnologia. Começa com o sabonete desfoliante com Ph neutro e creme hidratante, em seguida o sabonete líquido antibactericida perfumado, shampoo e condicionador sem sal, depois passa pelo creme para rosto, pernas, joelho, cabelo, mãos, pés, creme para a pálpebra dos olhos e no dia seguinte uma ida ao médico para aplicar o botox do mês. Ás vezes elas demoram tanto que a gente acaba virando de lado e dormindo e nem chegamos a ver e sentir como ficou o resultado. Nesse caso você será taxado de ‘desligado’, ‘grosso’, ‘insensível’ e acabará sendo ‘siglado’ como um ‘DVD’-o homem que Deita, Vira e Dorme.

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E tem os sapatos: Mulheres nunca possuem menos do que 20 pares e neles toda a tecnologia possível é empregada para que elas os usem durante o dia, apenas em uma festa ou mesmo para ir à academia. Os sapatos mais caros exigem um enorme processo de tecnologia na busca do salto perfeito e que permita à mulher empresária ou executiva passar o dia inteiro de salto e só descer dele à noite ou quando o maridão apronta alguma. Há sapatos para todas as ocasiões e gostos. O que não pode ocorrer com um sapato de mulher é quebrar e ela ter que levá-lo nas mãos. Arrancar a borrachinha da ponta do salto, doer a joanete ou fazer calo… se isso acontece esta marca está fadada a falência, pois elas não medem esforços para promover ou detonar uma marca. Um sapato ‘fofo’ precisa ser tudo isso e valorizar os pés das divas e o trabalho da manicure, que não é barato.

Alias, nos salões de beleza, hoje conhecidos como spas urbanos as tecnologias são as mais diversas possíveis. Puxa daqui, estira dali, passa isso, passa aquilo e coloca mais um pouco, arrepia, desfia, solta, torce enfim, cabelo para mulher é ferramenta flexível e precisa adaptar-se a todos os formatos que elas desejam e cabeleireiro bom é o que consegue entender e fazer do jeito que elas desejam. Sou testemunha de um fato histórico que aconteceu na minha casa quando eu tinha uns 16 anos. Meus pais foram sair à noite com um casal de amigos e minha mãe foi ao salão (na época era assim que chamavam). Meu pai estava em baixo do carro ajeitando ‘sei lá o quê’. Minha mãe chegou muitas horas depois e ao descer mostra o cabelo ao papai. Na época a moda era Tina Turner, mas ninguém disse isso ao Sr. Rubens. O papai saiu debaixo do carro e ao ver o cabelo da mamãe estilo diva Turner saiu com essa: -“Que diabo é isso, Darcy, você veio em pé em um buggy?” Não precisou mais nada para dizer que à noite meu pai e o amigo foram em um carro e elas em outro para o tal evento. Lá não se falaram, mesmo o papai tendo pedido um monte de desculpas a noite toda e por toda a semana seguinte também. Dias depois fiquei sabendo que a amiga da mamãe também tinha feito o mesmo tipo de penteado e que a observação do marido foi bem parecida. “Homens!” Diriam elas.

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Se você pensa em dar flores a uma mulher ‘antenada’ tecnologicamente deve seguir este novo conceito. Segundo bem observado por um amigo meu, dar flores é algo estranho, pois você dá a uma mulher algo que está morrendo e que em pouco tempo vai para o lixo, mesmo colocando em água com aspirina (não sei porque-pelo que eu sei flor não tem dor de cabeça e nem febre). Dê a elas uma orquídea. As orquídeas duram anos e a cada florada-que ocorre anualmente sempre naquele mês – encantam e enchem os olhos e elas gostam de cuidar. Enquanto o amor durar ou o namoro existir ela terá lugar de destaque na casa. Dar orquídeas e não rosas é ‘fofo’.

Para finalizar a tentativa de decifrar o código ‘fofo’ tem a última. A maioria dos homens fica com uma pontinha de ciúmes quando uma mulher acha outro homem ‘lindo de morrer’. Amigo, posso lhe falar pelo que aprendi nesta cruzada davinciana quando a sua mulher disser que outro homem é ‘morto de lindo’ não é razão para se preocupar, neste caso o coração dela ainda será seu. Mas se ela falar que o outro homem é ‘fofo!!!’, amigo, comece a se preocupar, pois pode ser que fila ande.

De qualquer forma, no Dia da Mulher, mesmo em que pese às inocentes brincadeiras da parte desse missivista, são elas as divas da nossa vida, as grandes companheiras, aquelas que nos completam e em grande parte até terminam de nos criar, pois a maioria de nós quando casa ainda é um homem DDD-Desleixado, Desligado e Desorganizado.

E se você pensa em chamar a sua mulher de ‘fofa’ aqui vai outro conselho: o código ‘fofo’ vale apenas se dito por elas-quando dito pelos homens poder ser coisa de quem ‘não aprecia o produto’ ou pior, elas podem acabar achando que você está dizendo que estão gordas-um pecado gravíssimo que vai dar em DR-Discutir a Relação-e pode até levar ao fim do amor.

A vocês eternas divas dotadas de predicados únicos e inigualáveis a minha maior homenagem por serem como são: simplesmente maravilhosas. Oito de março será o dia delas. Feliz Dia Internacional da Mulher! Como disse o grande mestre Vinicius de Moraes: ‘Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas (leia-se: decifradas). ‘

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