CAUSOS DE ESTRADEIRO - Raul Nixon DESTAQUES 

CAUSOS DE ESTRADEIRO: Um cozidão diferente…

Além de ensinar o novo desafio: visitar os 184 municipios do Ceará.
Por Raul Nixon

Em uma das minhas idas e vindas pelo interior do Ceará, em um determinado município cearense tive a oportunidade de apreciar alguns lanches bem exóticos.

A história começa em uma cidade situada aproximadamente 100 km de Fortaleza, vamos aqui omitir os nomes, as localidades e datas a fim de preservar todos os envolvidos e evitar qualquer tipo de constrangimento.

Por ter desenvolvidos algumas ações educacionais ligadas às atividades de aventura junto a “Cia da Aventura”, que era um grupo por formado de amigos que se propunham a difundir as atividades de aventura de forma consciente e responsável, fui convidado a ministrar um curso de atividades de aventura e recreação para um curso de formação de profissional. A natureza da temática, por despertar interesse de várias pessoas, inclusive de municípios circunvizinhos, teve uma grande adesão e assim formou-se uma turma bem empolgada pela discussão do tema. Era uma época onde muitos despertaram para algum tipo de aventura, tal como: Trekking, off-road, voo livre, rapel, mountain-bike, etc. Por não residir no município e a maioria dos alunos desenvolverem algum tipo de relação profissional durante o dia, as discussões teóricas sempre ocorriam noite.

Para finalizar o curso, estava programada uma atividade ao ar-livre: o rapel.

Fizemos uma pequena oficina de rapel em sala de aula mesmo, onde mostramos o funcionamento de alguns equipamentos, nós, cuidados que devíamos ter e mencionamos que no dia da prática seria bom que cada aluno levasse bastante água e um lanche leve. Recomendações feitas enceramos a aula e marcamos o dia da pratica do rapel.

images (1)O lugar escolhido foi uma pequena ponte que passava por cima de um rio, um lugar belíssimo. Muitas fotos, muitos sorrisos, muitas mãos tremulas durante o rapel, tudo normal para um dia de lazer e aventura em uma bela paisagem. Após a atividade realizada, resolvemos recolher o material fazer um lanche descansar um pouquinho e começar a caminhada de volta. No lanche, quase almoço, apareceu de tudo. Frutas, sanduiches, sucos e um baião de dois com um cheirosíssimo cozido. É verdade, um grupo de alunos resolveu levar um almoço completo. Improvisamos uma mesa com uma toalha aberta sobre uma pedra e pronto! Nossa mesa estava pronta!!! Hummm!!!

Comemos de tudo um pouquinho, foi um momento onde praticamos, também, a divisão do que tínhamos naquele momento. Tudo estava tranquilo, até que um dos alunos, ainda se deliciando com o fabuloso cozido falou: – “adoro cozidão de gado!”, foi então que os alunos que levaram o tal “cozidão” se entreolharam, meio que desconfiados e despacharam no modo curto & grosso na velocidade ‘3’: – “gado?! Vocês não perceberam? Não era e nunca foi gado. Vocês comeram uma iguaria da nossa cidade: cozido de carne de jumento”.

O pânico só não foi maior porque realmente estava muito gostoso.

IMPERDÍVEL!!!!!!
IMPERDÍVEL!!!!!!

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