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Câmara dos Deputados sai em defesa do motociclista

A CBM (Confederação Brasileira Motociclismo) convoca atletas, dirigentes e fãs do motociclismo para participar na próxima terça-feira, 15, do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Motociclista. Essa é a hora de todos os envolvidos mostrarem a força que tem o esporte sobre duas rodas. O lançamento acontece no auditório da Câmara dos Deputados, Nereu Ramos, a partir das 15h.

A política dá sinais de que estão começando a enxergar os motociclistas

A política dá sinais de que estão começando a enxergar os motociclistas

A Frente Parlamentar é uma proposição do Deputado Federal, Ronaldo Fonseca, e contou com apoio das Federações de motociclismo e a CBM. “Há um ano meio começamos a conversa para a implantação dessa Frente Parlamentar. Em Assembleia da CBM repassamos para todas Federações intermediarem junto aos parlamentares a coleta de assinaturas para conseguir o número necessário e agora se tornará uma realidade. É uma iniciativa muito boa”, conta o presidente da FMDF (Federação de Motociclismo do DF), Carlos Senise.

A Frente Parlamentar irá atuar no motociclismo como um todo, desde a relação do motociclista com o trânsito à prática esportiva. “Essa Frente Parlamentar será muito importante para alcançarmos vitórias para o motociclismo. Há tempos estamos conquistando representatividade política e agora teremos um canal direto para apresentarmos nossas necessidades, projetos e buscarmos apoio para o esporte. Será um grande passo. Esperamos que os que puderem, que compareçam à solenidade para mostrarmos a nossa força”, ressalta o presidente da CBM, Firmo Alves.

Algumas propostas devem beneficiar o esporte, como por exemplo:

Destinação de um percentual do valor das multas para as Federações de Motociclismo e automobilismo. Este recurso deverá ser destinado a programação de formação de condutores em cursos e track day´s nos autódromos.

Criar um programa de desenvolvimento junto aos fabricantes ( Montadoras ) para reinvestimentos no esporte a motor. Formação de pilotos, mecânicos e engenheiros.

Uma ação conjunta de todos os atores do segmento de esporte a motor para campanhas de prevenção de acidentes de trânsito no Brasil, bem como a utilização dos equipamentos de segurança.

Todas as demandas apresentadas:

– Diminuição dos valores dos pedágios para Motos;

– Redução dos valores cobrados nos estacionamentos;

– Aumento de vagas públicas e privadas nos estacionamentos para motos;

– Simplificação no processo de importação de motos de competição (carga de impostos );

– Fiscalização dos Detran´s na aplicação dos recursos arrecadados com multas;

– Implementação de um percentual sobre as multas aplicadas na formação de cursos de pilotagem;

– Maior participação das Federações e das entidades representativas dos motociclistas nos projetos de construções de rodovias e novos autódromos, mesmo nas reformas (Utilização de materiais de maior aderência para as motos, não colocação de materiais que colocam em riscos os motociclistas);

– Motociclistas pagam IPVA e Seguro DPVAT como os automóveis e deveriam ter assegurado o mínimo de condições em rodovias, pois uma mancha de óleo na pista para um carro tem um impacto e para moto é chão na certa;

– Todo novo projeto de rodovias, ruas, pistas, autódromos e estradas deveriam ter uma homologação (Certificação) de entidades que trabalham com motos ou que trabalham direta ou indiretamente com o motociclismo de um modo geral;

– Esta frente parlamentar tem que colocar em prática os diversos trabalhos já apresentados para segurança do motociclista e utilizar das informações já coletadas para a formulações de conscientização dos motoristas, ciclistas e pedestres sobre a participação dos motociclistas no trânsito;

– Campanhas de conscientização dos motoristas, ciclistas, pedestres e motociclistas sobre a participação de cada um no trânsito;

– Conscientização dos motociclistas sobre o investimento em segurança, equipamentos de segurança (capacetes, luvas, botas, protetor de coluna e roupas adequadas como calça, jaqueta e/ou macacão);

– Política de conscientização da sociedade que motociclista/motoqueiro não é bandido;

– Política de conscientização dos profissionais que trabalham com motos para sensibilização da sociedade de que estes motociclistas/motoqueiros também são seres humanos, que estão trabalhando para o desenvolvimento do Brasil.

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