Base da dados do FBI é invadida.

National Crime Information Center do FBI foi invadido, em seis horas, graças a falha no servidor que permitia a reutilização de logins.

O consultor de segurança da PatchAdvisor Chris Goggans invadiu a base de dados do FBI em apenas seis horas, graças a brechas e lapsos na infra-estrutura e administração de ajustes.

Goggans, que atua na busca de falhas para invadir redes desde 1991, conta que descobriu uma série de vulnerabilidades não corrigidas no servidor online do FBI e em outras áreas da agência.

O consultor usou uma brecha no servidor para conseguir os nomes de usuários e senhas, que eram reutilizados em um servidor de sistemas, onde ele encontrou mais detalhes das contas – que lhe permitiram conseguir privilégios de administrador do Windows.

Com este privilégio, ele ganhou total controle de quase todos os sistemas do FBI que usavam Windows, incluindo estações de trabalho usadas pela força policial.

Goggans instalou softwares de controle remoto nestes sistemas, descobrindo programas no desktop que conectavam automaticamente as estações de trabalho à base de dados National Crime Information Center (NCIC) do FBI.

“Este software, junto a um programa que captura os dados digitados no teclado, permitiria que um cracker conseguisse fazer login no NCIC”, afirma.

Segundo o analista, esta falha poderia ser eliminada se estratégias básicas de segurança forem adotadas. Goggans diz que o FBI não deveria permitir dessa forma o acesso ao NCIC e à rede geral da agência, já que estão conectadas a dados que implicam na segurança nacional.

Além disso, os administradores de sistema deveriam ter monitorado e bloqueado o reuso de senhas.

O consultor esclarece que, após a invasão para testes, entrou em contato com o FBI para alertar sobre o problema.

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