Até onde deve ir o anonimato na Internet? #tecnologia

 

A questão da impunidade na Internet é bem diferente da questão do anonimato.

 

Segundo divulgado pelo portal Terra, o YouTube tem duas semanas para revelar a identidade do usuário que postou comentários difamatórios contra uma ex-modelo, uma decisão judicial que pode abrir precedentes para limitar a impunidade do anonimato na internet.

A questão da impunidade na Internet é bem diferente da questão do anonimato. Não existe anonimato uma vez que é possível rastrear e o provedor apagar a informação postada. Acontece que, pelas regras, não se pode revelar a identidade sem um mandato judicial. Uma solução simples é que a pessoa, mesmo sob anonimato ou usando um nick (pseudônimo) ao registrar-se o faça usando dados reais. Caso ocorra uma queixa a pessoa que postou a ofensa ou a falsa informação será chamada à responsabilidade.

Além do caso da Xuxa e o termo ‘Xuxa pedófila’, os sites fakes nas eleições brasileiras de 2010 temos ainda o relatado em agosto pela ex-modelo e dona de uma empresa de consultoria empresarial, Carla Franklin, que processou o Google em um tribunal de Nova York por negar-se a revelar a identidade de um usuário de sua plataforma de vídeos YouTube que a insultou.

Conforme o processo, uma pessoa escreveu comentários “maliciosos e falsos” em relação aos vídeos postados no YouTube nos quais aparece a ex-modelo, que sustenta que as observações depreciativas foram feitas pela mesma pessoa, embora sob três pseudônimos diferentes. O anônimo usuário postou fragmentos de um filme independente no qual aparece a ex-modelo, que atualmente trabalha com empresa de consultoria.

Fica cada vez mais difícil não ocorrer uma decisão legal que faça com que o anonimato exista, mas sob determinadas condições e limites. Vamos aguardar.

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